Inflação nos EUA dá ‘knockout’ à abertura de Wall Street

Inflação nos Estados Unidos acelerou para 2,1% em janeiro, face aos 2% de dezembro e à previsão de 1,9% dos analistas. O resultado foi imediato, com Wall Street a abrir em queda, o dólar a subir e as 'yields' a descerem.

Reuters

As principais bolsas norte-americanas abriram esta quarta-feira em queda, penalizadas pelos dados da inflação de janeiro. A aceleração acima do esperado aumentou os receios em Wall Street, cujos futuros negociavam no verde, mas inverteram a tendência e começaram a cair logo a seguir à divulgação.

Em Wall Street, o índice industrial Dow Jones perde 0,60% para 24.492,57 pontos, enquanto o financeiro S&P 500 recua 0,34% para 2.653,97 pontos e o tecnológico Nasdaq cai 0,16% para 7.002,37 pontos.

“A explicação é simples: quanto maior for a inflação, maior o espaço para a subida das taxas de juros e quanto mais altos estiverem os juros, mais as bolsas são penalizadas”, afirmou o economista do Banco Carregosa, Paulo Rosa.

“Com a inflação a subir mais do que o estimado uma de duas coisas é quase certa relativamente às taxas de juro nos EUA: ou vão subir mais do que se esperava ou subirão mais cedo do que se estava à espera”, acrescentou.

No mercado cambial, o dólar aprecia-se 0,24% para 0,811 euros e 0,40% para 0,722 libras. Já contra a par japonesa, a moeda norte-americana desvaloriza 0,52% para 107,260 ienes.

Os juros das Treasuries a 10 anos recuam 4,3 pontos base para 2,87%, enquanto as yields das Obrigações a dois anos também descem para 2,15%.

Tendo em conta, os dados económicos robustos, a fintech de câmbio Ebury considera que se vai assistir a “uma continuação da escalada nas yields, à medida que os mercados começam a descontar quatro aumentos de 0,25% nas taxas de juro de referência da Reserva Federal em 2018, colocando assim alguma pressão de subida no dólar dos EUA face a todos os seus pares”.






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