Inflação nos Estados Unidos acelera para 2,1% e supera expetativa em janeiro

Em termos mensais, o índice de preços no consumidor subiu 0,5%, em comparação com os 0,1% de dezembro, segundo dados divulgados esta quarta-feira, depois de o novo presidente da Fed ter reafirmado o objetivo de uma inflação nos 2%.

A inflação anual nos Estados Unidos acelerou para 2,1% em janeiro, face aos 2% registados em dezembro. Os dados divulgados esta quarta-feira pelo Labour Department ficaram acima as estimativas dos analistas, que apontavam para 1,9%, e eram amplamente esperados depois das repentinas quedas de Wall Street.

A inflação anual subjacente – excluindo bens alimentares e combustíveis – fixou-se em 1,8% em janeiro, tal como já tinha acontecido em dezembro.

Em termos mensais, o índice de preços no consumidor geral subiu 0,5%, em comparação com os 0,1% de dezembro, superando também o consenso dos analistas. A subjacente avançou 0,3%, o mesmo valor que no mês anterior.

Desde o início do ano que a inflação já tinha sido identificada pela maioria dos analistas como o indicador-chave a monitorizar em 2018, mas os eventos das últimas duas semanas vieram exacerbar a importância destes dados.

Os dias negros vividos pelos mercados globais na semana passada foram provocados por dados fortes do mercado do trabalho, especialmente no que refere à subida dos salários, e por um aumento das yields das obrigações soberanas. A conjugação dos dois fatores criaram receios que a Reserva Federal norte-americana (Fed) possa acelerar o aumento das taxas de juro, forçando um aumento do custo do financiamento das cotadas e oferecendo maior concorrência das obrigações (mais rentáveis) às ações.

O novo presidente da instituição, Jerome Powell, reafirmou esta terça-feira na cerimónia de tomada de posse, em Washington, que objetivo da Fed é levar e manter a inflação nos 2%, e quase toda a política monetária, incluindo o aumento de taxas é focada nessa meta.






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