Inflação no Reino Unido acelera para 2.9% em agosto e aumenta pressão sobre o banco central

O aumento dos preços em agosto ficou bastante acima da meta de 2% do Banco de Inglaterra. Além do acelerar da inflação, o banco central liderado por Mark Carney enfrenta um enfraquecimento do crescimento económico e uma moeda em queda, mas deverá manter inalteradas as taxas de juro na reunião de política monetária esta quinta-feira.

Rob Bodman/Reuters

A inflação no Reino Unido acelerou para 2,9%, em termos homólogos, em agosto, face aos 2,6% registados em julho, segundo os dados publicados pelo Office of National Statistics esta terça-feira. O aumento dos preços superou uma estimativa média de 2,8% numa sondagem de economistas divulgada pela agência Bloomberg na semana passada e deverá ser um dos temas centrais do Comité de Política Monetária do Banco de Inglaterra esta quinta-feira.

“Os aumentos dos preços do vestuário e de combustíveis para veículos foram os maiores contribuintes para o subida da taxa [de inflação] entre julho e agosto,” explicou o gabinete de estatística. Adiantou que o disparo de 4,6% nos preços do vestuário e calçado, motivado pelo aumento dos custos de importação devido à desvalorização da libra, foi o mais elevado desde a criação da série de dados em 2006.

O Comité liderado pelo Governador Mark Carney não está a ter uma tarefa fácil, ‘encurralado’ entre a necessidade de atingir a meta de uma inflação nos 2%, de contrariar o desacelerar da economia e de estagnar a queda da libra esterlina, todas condicionantes ditadas pela incerteza relativa ao Brexit. A expectativa é, no entanto, que a maioria dos membros da CPM vote novamente para deixar inalteradas as taxas de juro, pelo menos por enquanto.

 





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