Inflação confirmada em 1,9% na zona euro dá razão a Mario Draghi

Depois de um abrandamento em março, os preços voltaram à tendência de subida em abril, tal como o presidente do BCE tinha previsto.

A inflação na zona euro voltou a acelerar em abril, com o Índice de Preços no Consumidor a subir para 1,9%, segundo informações do Eurostat publicados esta quarta-feira que confirmam a estimativa rápida. Na União Europeia, a inflação acelerou para 2% em abril, depois dos 1,6% registados em março.

Os dados confirmam a previsão do presidente do Banco Central Europeu (BCE) que classificou a inflação na zona euro como volátil, na sua última reunião de política monetária. Depois de um abrandamento em março, a inflação voltou à tendência de aceleração, tal como Mario Draghi tinha previsto.

Os países da zona euro com inflação mais alta são a Estónia (3,6%), a Lituânia (3,5%) e a Letónia (3,3%), enquanto to outro lado da lista se encontram a Roménia (0,6%), a Irlanda (0,7%) e a Eslováquia (0,8%).

“Em comparação com março de 2017, a inflação anual desacelerou em seis Estados-membros, manteve-se estável em três e acelerou em 19”, explica o comunicado do Eurostat.

“O maior impacto ascendente sobre a inflação anual da zona euro veio dos combustíveis para transportes (+0,39 pontos percentuais), pacotes de férias (+0,12 pp) e combustível para aquecimento (+0,11 pp), enquanto as telecomunicações (-0,11 pp), o vestuário (-0,08 pp ) e pão e cereais (-0,05 pp) tiveram o maior impacto descendente”.

A inflação na zona euro voltou assim a cumprir a meta do BCE de uma subida dos preços próxima, mas abaixo de 2%. Este objetivo tinha sido ultrapassado em fevereiro, mês em que a inflação na zona euro acelerou para 2%, tendo depois caído para 1,5% em março, à boleia de uma queda no preço dos combustíveis.

Depois da reunião mensal de política monetária do BCE, Mario Draghi classificou a inflação na zona euro como “volátil” e previu um retorno à tendência de aceleração em abril. Em relação à inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, o presidente do BCE referiu que as pressões continuam fracas e ainda têm de mostrar uma tendência de subida convincente.

As previsões de médio-prazo do BCE mantém-se e o banco liderado por Mario Dragai antevê que a inflação se mantenha nos níveis atuais até ao final do ano.





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