Incêndios: “É preciso agir. Populações precisam de respostas já”, alerta UGT

A central sindical tem uma posição divergente da do primeiro-ministro, que, na madrugada de segunda-feira remeteu soluções para um Conselho de Ministros a realizar no próximo fim-de-semana e admitiu a ocorrência de novas tragédias deste tipo em Portugal.

As populações afetadas pela vaga de incêndios do último fim-de-semana precisam de respostas já, avisa a UGT, em comunicado hoje divulgado.
A central sindical tem uma posição divergente da do primeiro-ministro, que, na madrugada de segunda-feira remeteu soluções para um Conselho de Ministros a realizar no próximo fim-de-semana e admitiu a ocorrência de novas tragédias deste tipo em Portugal.
“Estas situações não podem voltar a acontecer. Não se pode negligenciar. É preciso agir. As populações precisam de respostas JÁ!”, defende a UGT.
A central sindical liderada por Carlos Silva acrescenta que, “ao ouvir as palavras do Primeiro-Ministro, António Costa, ‘nada pode ficar como antes’, a UGT não só concorda como reafirma o que já tinha dito em Junho aquando dos incêndios de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, que temos de passar das palavras ao actos, fazer um levantamento rápido dos danos e desenvolver esforços em conjunto com as forças políticas, sociais e económicas para a construção de uma verdadeira estratégia nacional que afronte os problemas com que as populações, os trabalhadores e as empresas das regiões do interior do País se confrontam”.
No referido comunicado, a UGT manifesta as suas condolências às famílias das vítimas dos incêndios.
“Num momento de consternação para todos quantos vivem e trabalham nos concelhos flagelados pelos fogos, a UGT manifesta a sua solidariedade a todos os bombeiros pelo seu trabalho árduo no combate às chamas e no socorro às populações”, adianta o comunicado da UGT.
“Também às autarquias e às várias instituições de solidariedade que já se encontram no terreno, a UGT não pode deixar passar em branco o seu trabalho, contudo é necessário ir mais além e, de forma urgente, dar respostas às pessoas que viram as chamas consumir os seus bens ou as suas casas”, alerta a UGT.


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