Imprensa internacional dá destaque ao caso de violência na Cova de Moura

Esta quarta-feira, várias publicações dão destaque ao caso considerando que se tratou de um rapto e tortura "chocantes" e sem justificação a vários jovens de raça negra.

Mike Blake/Reuters

A notícia de que 18 polícias da Cova da Moura foram acusados pelo Ministério Público (MP) de crimes de violência, ofensas à integridade física e racismo está a ter eco na imprensa internacional. Esta quarta-feira, várias publicações dão destaque ao caso considerando que se tratou de um rapto e tortura “chocantes” e sem justificação a vários jovens de raça negra.

A agência de notícias ‘Reuters‘ escreve que “toda a esquadra de polícia portuguesa foi acusada de crimes de motivação racial” e “atos de tortura e tratamentos desumanos” contra seis jovens negros, na Cova da Moura, que fica “a apenas 15 minutos de carro do centro de Lisboa”. A agência de notícias sublinha que atos de violência motivados por ódio racial são “raros no país mais pobre da Europa Ocidental, que atrai menos imigrantes e refugiados do que países mais ricos como a Espanha ou a França”.

A ‘Reuters’ sublinha ainda que Portugal “tem grandes minorias enraizadas na sua cultura, provenientes de ex-colónias em África, bem como no Brasil e na Índia”. A notícia é depois replicada em vários jornais internacionais, com a ‘Aljazeera’ e o ‘Deutsche Welle’.

Também a ‘France-Presse‘ noticia que “Portugal acusa 18 polícias de tortura contra jovens negros” e ressalva os fortes laços de Portugal com as suas ex-colónias, destacando que o bairro onde ocorreram os episódios de violência descritos é na sua maioria habitado por cidadãos de Cabo Verde.

jornal britânico ‘Express’ escreve: “‘Africanos devem morrer’. Toda a polícia portuguesa acusada de “tortura” de seis homens negros”.

Também a ‘Sky News’ aborda o caso, chamando à atenção para as várias contradições entre as versões apresentadas pela PSP de Alfragide e o Ministério Público. O canal de notícias britânico dá ainda conta de que “vários grupos anti-racismo estão indignados e uma associação foi criada para acompanhar a situação dos jovens que vivem no bairro desfavorecido”.

PUB
PUB
PUB