ILGA recebeu 179 denúncias de discriminação em 2016

Duas das denúncias feitas foram de violência física extrema e 11 relatos de agressões

Darren Ornitz / Reuters

No ano passado, a Ilga Portugal (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo) recebeu 179 denúncias através do Observatório da Discriminação, incluindo dois casos de violência física extrema e 11 relatos de agressões. O relatório “Homofobia e transfobia: dados da discriminação em Portugal“, a que a agência Lusa teve acesso, revelou os números, referindo ainda que 92 deles “correspondem à classificação de crimes e/ou incidentes motivos pelo ódio contra pessoas LGBT”

De acordo com a análise em causa, desses 92 incidentes, há uns em que se trata de crimes ou episódios motivados pelo ódio contra pessoas LGBT, situações de violência física extrema. “Um segundo relato configura uma situação de violência de cariz sexual e envolve agressões físicas e coação para relações sexuais não consentidas com um grupo de homens”, pode ler-se no relatório.

O Observatório regista também de 33 situações de ameaças ou formas de violência psicológica, 38 incidentes discriminatórios, sete casos de discurso de ódio, “maioritariamente em contexto online” e uma situação de dano a propriedade, com um carro riscado, pertencente a uma mulher identificada como lésbica e vítima de insultos homofóbicos na sua área de residência.

Além das situações de tentativa de agressão ou agressão concretizada, o Observatório registou também oito casos de violência sexual, entre cinco de assédio sexual, duas violações e um caso de abuso sexual.

A maioria (55,3%) das 179 denúncias foram feitas ao Observatório pelas próprias vítimas, tendo a maior parte dos casos (47%) ocorrido em Lisboa, seguindo-se o Porto (9,5%) e logo a seguir Setúbal e Aveiro, ambos os distritos com 4%. Quase metade das vítimas (47,65%) identificou-se como homem e cerca de um quarto (25,29%) como mulher, sendo que, no que diz respeito à orientação sexual da vítima, 37,65% dos casos são relativos a homens gay, 19,41% a mulheres lésbicas e 17% a pessoas bissexuais.



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