PIB cresceu 2,9% no segundo trimestre

O Instituto Nacional de Estatística divulgou esta quinta-feira os dados do PIB referentes ao período entre abril e junho. Apesar de o valor se encontrar 0,1% acima da estimativa divulgada há duas semanas, o desempenho da economia acabou por ficar ainda no limite inferior das projeções dos analistas contactos pelo Jornal Económico, no início do mês.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta quinta-feira o crescimento económico de 2,9% no segundo trimestre do ano. O organismo de estatística português reviu em alta as previsões que tinha feito anteriormente e deu conta de que, no período entre os meses de abril e junho, o Produto Interno Bruto (PIB) registou um aumento de 2,9%.

Apesar de o valor se encontrar 0,1% acima da estimativa divulgada há cerca de duas semanas, o desempenho da economia acabou por ficar ainda no limite inferior das projeções dos analistas. Os economistas contactados pelo Jornal Económico antecipavam que o PIB crescesse num intervalo entre 2,7 e 3,4%. No melhor cenário, antecipava-se o efeito positivo das exportações, tanto de bens como de serviços, e do investimento.

Comparativamente com o primeiro trimestre de 2017, este indicador teve um acréscimo de 0,3% em termos reais, com uma variação em cadeia de 1% no trimestre anterior. “Em termos nominais, o PIB registou uma variação homóloga de 4,2% (3,3% no 1º trimestre)”, refere o INE.

De acordo com a mesma entidade, a procura externa líquida manteve um ligeiro contributo positivo para a variação homóloga do PIB, verificando-se uma desaceleração em volume das exportações de bens e serviços de magnitude idêntica à observada nas importações.

Quanto à procura interna, manteve um contributo positivo elevado, superior ao dos três meses antecedentes, em resultado da aceleração do investimento, “verificando-se contributos positivos da variação de existências e da Formação Bruta de Capital Fixo, embora no último caso menos intenso que o observado no trimestre anterior”.

A 14 de agosto, o INE divulgou a estimativa rápida das contas nacionais trimestrais relativas ao período entre abril e junho indicando que a economia portuguesa mantinha, pelo segundo trimestre consecutivo, o desempenho trimestral homólogo mais positivo dos últimos 10 anos, que iguala o crescimento verificado no último trimestre de 2007, período em que a economia portuguesa cresceu também 2,8%.





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