IEFP: Há mais de 47 mil jovens desempregados

O total de desempregados registados em Portugal foi inferior ao verificado no mês homólogo, de acordo com os dados mensais do desemprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional.

Hugo Correia/Reuters

O desemprego jovem atingiu 47,4 mil pessoas em Portugal, de acordo com os dados mensais do desemprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), referentes ao mês de setembro. Quando comparado com agosto, houve uma ligeira subida de 3,1% no número de jovens inscritos nos centros de emprego a nível nacional, apontam os resultados divulgados esta segunda-feira por fonte oficial do IEFP.

No final do mês passado, estavam registados nos serviços de emprego de todo o país 410.819 indivíduos desempregados, número inferior em 1,8% ao registado no mês anterior e que representa 70,5% do total de pedidos de emprego (582.322, menos 0,8% do que em agosto). Quanto às ofertas de emprego, houve 22.568, o que equivale a menos 2,7% do que no mês antecedente.

Comparando com setembro de 2016, o desemprego diminuiu nos três setores de atividade económica e, a nível regional, em todas as regiões portuguesas, mas destacou-se o Algarve com a descida percentual mais acentuada (- 26,5%).

O serviço público de emprego nacional refere que a diminuição do desemprego registado deve-se à contribuição de todos os grupos do ficheiro de desempregados, em especial dos homens (-43 335; -19,0%), dos adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos (-68 092; -15,8%), dos inscritos há menos de um ano (-45 523; -18,1%), dos que procuravam novo emprego (-70 840; -16,3%) e dos que possuem como habilitação escolar o 1º ciclo do ensino básico (-18 137; -18,6%).

“Considerando os grupos profissionais dos desempregados registados no Continente, salientam-se, como mais representativos: “Trabalhadores não qualificados“ (24,4%); “Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores” (19,1%) e “Especialistas das atividades intelectuais e científicas” (12,9%). Relativamente ao mês homólogo de 2016, o grupo “Trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices” apresentou a mais expressiva descida percentual do desemprego (-24,9%), seguido dos “operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem”(-22,2%)”, explica o  relatório do IEFP.

 




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