Hotelaria: março marcado pelo crescimento do Porto a dois dígitos

De acordo com os AHP Tourism Monitors, ferramenta de recolha de dados da hotelaria nacional criada e trabalhada pela AHP - Associação da Hotelaria de Portugal, março de 2017 registou variações positivas em todos os indicadores.

Nesta recolha, referente ao mês de março último, destaca-se o destino Grande Porto com uma subida a dois dígitos no RevPAR (Preço médio por quarto disponível) e no GMTH (Receita média por turista no hotel).

Quanto à taxa de ocupação por quarto nos estabelecimentos hoteleiros nacionais, de 3 a 5 estrelas, esta atingiu os 64%, registando uma subida de 1,9 p.p. face a março de 2016. Verificou-se ainda uma variação positiva na maioria das categorias, em particular nas unidades de 3 estrelas, com um crescimento de mais 4,6 p.p., excetuando as unidades de cinco estrelas que registaram uma variação regressiva de menos 0,6 p.p. Ainda neste capítulo, evidencia-se o facto de o destino turístico Madeira manter a liderança na taxa de ocupação, atingindo em março os 84%, seguido de Lisboa com 76% e do Porto com 69%.

Em termos de variação face ao período homólogo, é de destacar as performances positivas quanto à taxa de ocupação dos hotéis nos destinos turísticos Porto (mais 6,9 p.p.) e Minho (mais 5,2 p.p.) ignorando, nestes destinos, o efeito calendário associado ao período da Páscoa (que, recorde-se, em 2016 ocorreu em março), o que não aconteceu noutros destinos do Hotel Monitors, que, ao contrário, evidenciaram o efeito “calendário” (menores ocupações em março 2017 face ao período homólogo de 2016).

Da análise a este período, tal como salienta Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP, importa reter que apesar de os hotéis nacionais terem registado um aumento na taxa de ocupação, foram os preços que refletiram um maior crescimento face ao ano anterior. “De destacar, no entanto, um abrandamento relativamente aos dois primeiros meses do ano. Destaco ainda o facto destes dados serem provisórios por não incluírem análise à performance das 2 estrelas. Na análise ao acumulado do primeiro trimestre veremos com maior precisão qual o impacto que esta categoria traz ao geral da hotelaria”, reforça Cristina Siza Vieira.

Sobre a motivação das dormidas nos hotéis (3 a 5 estrelas), o “lazer, recreio e férias” manteve-se como principal razão, com 76%, seguida da motivação “negócios/profissionais” com 16%.

Nota ainda para o número de hóspedes internacionais. Neste ranking, em março,  coube à Alemanha (12%) a maior quota de mercado nos hotéis nacionais, seguida do Reino Unido (8%), França  (7%) e Espanha (6%).

 

 

 

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