Holanda prepara-se para ‘geringonça’ com quatro partidos

A opção apontada por Mark Rutte como mais viável para formar governo passa por uma aliança de forças com os democratas cristãos do CDA, com os liberais progressistas do D66 e restantes partidos de esquerda.

Yves Herman / Reuters

O recém-eleito primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, expressou esta segunda-feira a vontade de se unir a quatro partidos para garantir a governabilidade na Holanda. O Partido Popular para a Liberdade e a Democracia (VVD, centro-direita) de Mark Rutte saiu vencedor das eleições mas não conseguiu o número de assentos necessários para ter maioria no Parlamento.

Segundo a imprensa holandesa, a opção apontada por Mark Rutte como mais viável para formar governo passa por uma aliança de forças com os democratas cristãos do CDA e com os liberais progressistas do D66. Mark Rutte quer ainda tentar entrar apoiantes ao seu Governo junto dos socialistas do SP, os cristãos do ChristenUnie, os ecologistas do GroenLinks ou os trabalhistas do PvdA.

De fora fica, tal como prometido, o partido de extrema-direita de Geert Wilders, Partido para a Liberdade (PVV), que ficou na segunda posição nas eleições legislativas do passado dia 15 de março. O partido radical terá conquistado um total de 20 assentos parlamentares. Geert Wilders já reagiu, considerando que esta exclusão governativa “não é democrática” e que deixa de fora cerca de 1,3 milhões de eleitores holandeses.

A ministra da Saúde, Edith Schippers, ficará responsável por reunir-se com os 13 partidos que conseguiram representação parlamentar nas legislativas, a fim de conseguir reunir uma maioria de 76 dos 150 lugares que compõem a câmara baixa do Parlamento holandês. Mark Rutte assume cinco príncipios base para que possa haver um consenso entre os partidos: diminuição da carga tributária para a classe média, maior investimento em serviços para a população mais idosa, reforço da Defesa e Segurança, melhores condições laborais e a aposta em energias ‘limpas’.



Mais notícias