Hillary Clinton cria movimento de resistência a Donald Trump

Depois de se ter mantido longe dos holofotes após a derrota na corrida eleitoral, Hillary Clinton regressa com o anúncio da criação de um movimento de resistência. A iniciativa está a ser encarada como um regresso em força da democrata à oposição a Donald Trump.

Hillary Clinton até pode ter perdido as eleições presidenciais contra o republicano Donald Trump, mas a democrata não se dá por vencida. A antiga secretária de Estado anunciou esta segunda-feira que vai liderar um movimento de resistência ao presidente eleito, “Onward Together” (Juntos em Frente, em português), com o objetivo de “encorajar as pessoas a envolverem-se e a organizarem-se” politicamente na luta por um país melhor.

Depois de se ter mantido longe dos holofotes após a derrota na corrida eleitoral, em que era apontada como favorita, o anúncio da criação do movimento de resistência está a ser encarado como um regresso de Hillary Clinton ao combate político e à oposição cerrada a Donald Trump.

“Os americanos estão a fazer ouvir a sua voz como nunca. Desde a Marcha das Mulheres, passando pelos aeroportos de todo o país onde as comunidades deram as boas-vindas a emigrantes e refugiados, até às reuniões com os seus representantes eleitos”, escreve a democrata num email em que solicita doações que financiem o movimento. “Os desafios que enfrentamos como país são reais. Mas não sabemos dizer o que podemos conseguir se nos aproximarmos das lutas com a paixão e determinação que sentimos hoje, e trazer essa energia para 2017, 2018, 2020 e além. Para a frente!”

A democrata explica, na sua conta oficial na rede social Twitter, que nos últimos meses tem “refletido, passado tempo com a família – e, sim, dado passeios na floresta”. E terá sido dessa reflexão que terá saído a ideia de lançar o movimento “Onward Together”. “Este ano não foi o que imaginava. Mas sei o porquê de continuar a lutar: por uma América mais justa, com um grande coração e mais inclusiva”, escreve.

Entre os republicanos a resposta ao movimento foi imediata. Michael Ahrens, porta-voz do Comité Nacional Republicano, descreveu Hillary Clinton como “uma candidata afastada da realidade, não confiável e que abraçou políticas desastrosas no passado”. “Se os democratas fossem espertos, perceberiam que é hora de seguir em frente”, acrescenta.



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