‘Hedge fund’ britânico vê preço oferecido pela EDP na OPA à Renováveis como extremamente baixo

O Ecofin, um 'hedge fund' britânico que gera 2.000 milhões de dólares, acredita que os 6,80 euros por ação oferecidos pela EDP para comprar a parcela da Renováveis que não detém "é surpreendentemente baixo" e pediu aos acionistas para rejeitarem a proposta, segundo um documento citado pela Reuters.

O multi-milionário hedge fund britânico Ecofin disse que o preço da oferta pública de aquisição (OPA) da EDP sobre a subsidiária EDP Renováveis “desvaloriza significativamente” a empresa, segundo uma carta vista pela Reuters.

A EDP, que já detém 77,5% da EDPR, ofereceu 6,8 euros por acção aos accionistas minoritários e quer retirar a empresa de Bolsa, valor que desceu para 6,75 euros após o pagamento de dividendos relativos a 2016.  O preço fixado na Oferta Pública de Venda da EDPR em 2008 foi 8 euros.

O hedge fund, que gere 2.000 milhões de dólares e está focado em investimentos sustentáveis, disse que era “impossível” considerar esta oferta completa e justa, nesta carta enviada ao board da EDPR.

O Ecofin pediu a todos os acionistas para não aceitarem esta oferta “surpreendentemente baixa” e disse que não havia uma razão para os administradores independentes apoiarem a oferta, adianta a Reuters. Um porta-voz da Ecofin não quis revelar à agência o tamanho da participação que o fundo tem na EDPR, enquanto fonte oficial EDP disse que a elétrica não comenta.

O hedge fund Ecofin foi criado em Dezembro de 2012 e assume primariamente posições longas e curtas no mercado.

A EDP prevê concluir a OPA no segundo ou terceiro trimestre de 2017, olhando para a operação como uma oportunidade para reformular o seu portefólio.





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