Hackers vendem na Internet software que permite roubar máquinas de levantamento de dinheiro

O software, à venda por 4.000 euros na Internet clandestina Darknet, permite aos hackers manipularem as ATM e proceder a levantamentos, o que está a preocupar as autoridades.

Susana Vera/Reuters

Os hackers colocaram à venda um software que permite “assaltar” uma máquina de levantamento de dinheiro, sem ter de ter de apontar a arma a nenhum funcionário bancário. O software, à venda por 4.000 euros na Internet clandestina Darknet, permite aos hackers manipularem as ATM e proceder a levantamentos, o que está a preocupar as autoridades, avança o jornal ‘Diário de Notícias’.

O software com o nome de Cutlet Maker já foi utilizado por hackers em alguns países, embora não sejam conhecidos os prejuízos associados a estes casos. “Sabemos que este malware já foi usado em ataques reais. Já fomos contactados por vários bancos a propósito desses incidentes”, confirmou ao jornal Konstantin Zykov, porta-voz da empresa de cibersegurança Kaspersky.

A empresa dá conta de que o software tenha estado à venda desde 27 de março na Darknet, de difícil acesso ao público em geral, e neste momento desconhecesse se já terá sido vendido ou não.

“A página de internet que promovia o Cutlet Maker continha um contador que registou pelo menos uma compra. Mas agora já vemos várias ofertas de software em diferentes fóruns que não têm os tais contadores, pelo que não é possível saber quantas cópias foram vendidas”, explica Konstantin Zykov.

Konstantin Zykov adianta que a empresa de cibersegurança já “assistiu os bancos envolvidos nos incidentes”, recusando-se contudo a revelar o número de afetados.

Os investigadores do crime informático da Polícia Judiciária indicam que ainda não tiveram nenhuma queixa envolvendo o Cutlet Maker em Portugal. A entidade responsável pela gestão da rede de caixas ATM, a SIBS esclarece que “os equipamentos ATM da rede multibanco funcionam em ambiente fechado e a comunicação é encriptada, pelo que o sistema de ataque descrito não é aplicável em Portugal”.

[Notícia atualizada às 11h48 com o esclarecimento da SIBS sobre o caso]



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