“Há uma tragédia à espera de acontecer” no Metro de Lisboa, alerta Garcia Pereira

O advogado e ex-dirigente do PCTP/MRPP apresentou uma queixa à Procuradoria-Geral da República contra o Metro de Lisboa, descrevendo sucessivos episódios de entalamentos nas portas e criticando a falta de mecanismos de segurança para travar os comboios.

“Só numa semana do passado mês de março registaram-se no Metro de Lisboa dois acidentes, os quais, apenas por mera casualidade, não tiveram consequências ainda mais graves, designadamente mortais,” sublinha António Garcia Pereira, advogado e ex-dirigente do PCTP/MRPP, na queixa apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR), no dia 5 de junho, contra a empresa Metro de Lisboa.

Segundo o jornal “Público”, que teve acesso ao documento da queixa, o advogado diz que ambos os casos se deveram ao não funcionamento adequado dos sistemas de segurança dos comboios. “Não obstante haver objectos ou mesmo passageiros entalados nas portas, na cabine do maquinista acenderam as luzes verdes de ‘fecho de portas’ e ‘preparação de partida’ (significando ‘ordem de avançar’)”, lê-se no documento.

Estas anomalias, de acordo com Garcia Pereira, estarão relacionadas com o desgaste das borrachas das portas e com intervenções técnicas que retiram a sensibilidade ao mecanismo de alerta de entalamento, “permitindo o acendimento da luz verde com objectos mais volumosos.” Daí que malas, pastas ou até braços de pessoas fiquem entalados nas portas, sem que o maquinista seja alertado para a situação de perigo iminente.



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