“Há racistas” no PSD, acusa antigo líder da JSD

Jorge Nuno Sá abandonou o partido, descontente com as opções de Pedro Passos Coelho. À saída, acusa o PSD de ser “um barco à deriva”, onde “há racistas”.

Foto cedida

Jorge Nuno Sá, antigo líder da Juventude Social Democrata (JSD), pretende abandonar o pedido, tendo mesmo pedido a desfiliação partidária nesta terça-feira, adianta o Observador. Afirmando-se descontente com a atual direção, e em carta enviada a Pedro Passos Coelho a que o jornal teve acesso, Jorge Nuno Sá afirma que o PSD é “um barco à deriva” e diz que “há racistas” no partido.

Denunciando uma falta de democracia interna do partido, Jorge Nuno Sá afirma que candidatos autárquicos do partido em Lisboa foram eleitos por estatutos: “Ou estamos alinhados com uma espécie de poder informal instituído que comanda o partido ou nada podemos”.

“Não gosto, mas admito que haja pessoas racistas no meu partido, desde que as possa combater. Não me deixo perturbar muito com as declarações sexistas de Abreu Amorim, além de caracterizarem mais o próprio do que outrem, desde que as possa contrariar”, pode também ler-se nesta carta, onde o antigo líder da JSD refere ter sido ultrapassada “a última das linhas vermelhas” quando “um qualquer candidato do PSD equaciona a reintrodução da pena de morte, e nada acontece”.





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