Grécia avança para primeira greve geral do ano contra novos cortes

As medidas previstas para fechar a segunda revisão do programa de assistência financeira incluem um corte nos salários e pensões a partir de 2019 e um aumento do volume de impostos a partir de 2020.

Reuters

Os principais sindicatos da Grécia convocaram para esta quarta-feira a primeira greve geral do ano contra o pacote de medidas que o Governo de Alexis Tsipras quer debater no Parlamento para desbloquear um terceiro resgate à economia do país. Entre as medidas previstas para fechar a segunda revisão do programa de assistência financeira estão o corte nos salários e pensões a partir de 2019 e um aumento do volume de impostos a partir de 2020.

A mobilização está a ser apoiada pelos controladores aéreos, que entre as 11h00 e as 15h00 (9h00 e as 13h00 de Lisboa), cancelaram todos os voos de ida e volta para o Aeroporto de Atenas. Os autocarros, metro e elétricos da capital grega também aderiram à greve e estão a funcionar agora de foram condicionada. Já o transporte ferroviário está completamente parado e ainda não há data para a sua reabertura.

Também nos hospitais, médicos e hospitalares estão em greve de 48 horas, até quinta-feira, sendo disponibilizados apenas os serviços mínimos.

Várias pessoas saíram à rua em protesto, alegando que as medidas que Alexis Tsipras acordou implementar com a Troika são um “quarto memorando”, uma vez que se tratarem de ajustes adicionais, não previstos no terceiro resgate e que serão aplicados assim que o atual programa de ajuda financeira terminar. Os manifestantes sublinham que esta greve poderá ser “a mãe de outras batalhas”, pois “se as medidas previstas foram aprovadas o fututo helénico será ainda mais incerto”.

As medidas acordadas com a Troika vão a votos esta quinta-feira no Parlamento grego, quatro dias antes do encontro do ministros das Finanças da Zona Euro em Bruxelas.

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