Grécia a caminho de uma nova crise?

A Bloomberg refere que, esta semana, a Grécia vai perder ainda mais um prazo para desbloquear fundos de resgate. A incapacidade de resolver o este impasse antes do verão pode significar que o país não é capaz de cumprir os pagamentos em dívida.

Yves Herman / Reuters

O Eurogrupo reúne-se esta segunda-feira para debater os planos orçamentais dos Estados-membros para este ano e, na agenda de trabalhos, consta ainda evolução da segunda revisão do programa de ajustamento macroeconómico helénico desde a última reunião, no mês passado.

No entanto, a Grécia pode estar prestes a ter um déjà vu do colapso económico a que esteve prestes a assistir há dois anos. Depois de o país se ter mostrado disponível para legislar no sentido de preparar medidas que visam cumprir os objetivos orçamentais impostos pelos credores, a “Bloomberg” refere que, esta semana, a Grécia vai perder ainda mais um prazo para desbloquear fundos de resgate.

Para Alexis Tsipras, a revisão do resgate fica concluída hoje, mas segundo a agência noticiosa os responsáveis pela pasta das Finanças vão reforçar a ideia de que o governo grego ainda não cumpriu os termos subjacentes aos empréstimos de emergência. A incapacidade de resolver o impasse antes do verão pode significar que a Grécia não é capaz de cumprir os pagamentos em dívida.

Na corda bamba entre Bruxelas e Atenas está também a reforma do mercado laboral, que um funcionário do ministério das Finanças do país diz ficar resolvida através de negociações com tecnocratas.

De acordo com os últimos dados sobre o crescimento económico na Grécia, este recuou 1,2% no quarto trimestre de 2016, três vezes mais do que as estimativas que apontavam para uma contração de 0,4%. O PIB no país registou a pior progressão desde o verão de 2015, altura em que os gregos votaram em referendo a rejeição das condições dos credores para o terceiro resgate e em que os bancos do país foram obrigados a fechar durante três semanas.

“Os problemas de liquidez [da Grécia] não são substanciais e não vão ocorrer antes do verão. Por outras palavras, não há urgência de dinheiro. No plano económico, claro, é importante que a estabilidade que alcançámos na Grécia e a retoma económica continue, pelo que seria útil tudo se passar muito rapidamente, por questões de estabilidade e confiança”, assegurou o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, aquando do último encontro dos ministros das Finanças.

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