Governo quer menos pessoas nas praias da Caparica

A aprovação de seis novos programas, pelo Governo, poderá vir a causar alterações significativas no litoral português.

O Governo aprovou seis novos programas de alteração da orla costeira portuguesa, de Norte a Sul do país. A Costa da Caparica que é hoje a principal estância balnear dos habitantes de Lisboa, e que recebe cerca de seis milhões de pessoas no verão, é uma das mais afetadas.

Depois de ser discutido até 30 de maio, o novo Programa para a Orla Costeira (POC) já está definido. A ordem é reduzir a área de bares e estacionamentos, recuar edifícios em risco e diminuir o número de pessoas nas praias, mas nem todos concordam com estas medidas.

São seis POC e estão em cima da mesa do Governo. Pretendem criar um estacionamento organizado, em vez do tumulto de carros desordenados sobre terra batida, com a capacidade para 4.705 automóveis entre a Costa do Vapor e a Fonte da Telha, zona que ao que tudo indica tem um número de visitantes bem superior.

De acordo com informações da Câmara Municipal de Almada, ao Diário de Notícias, seis milhões de pessoas frequentam estas praias na época do verão.

Para a secretária de Estado do Ambiente, em declarações ao Diário de Notícias, é indispensável a redução do número de pessoas nas praias.

“Pensamos na Caparica e nalgumas áreas do Algarve, como Monte Gordo, onde vai ser necessário fazer uma intervenção significativa. O que os POC fazem é um ordenamento, um plano de pormenor para as áreas balneares. A gestão é impopular, sobretudo em zonas onde o afluxo é imenso. É cada vez mais importante encontrar alternativas noutras áreas de recreio balnear, sem ser apenas no litoral. Cada vez temos mais praias no interior”, diz Célia Ramos.

Acrescentando que “estamos perante uma costa onde há fenómenos de galgamento e queda de arribas, que está muito exposta à ação de um mar agitado. Todo o litoral está ameaçado, a não ser nas áreas que já estão devidamente protegidas”.

Mas as medidas vem causar uma cerca polémica, pois para algumas pessoas em declarações ao Diário de Notícias, estas não vão de encontro às verdadeiras necessidades das praias da Costa da Caparica.

“Aquilo que estão a propor não condiz em nada com aquilo de que a Costa de Caparica precisa”, acrescenta António Vieira, da praia do Castelo, à mesma fonte.

 



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