Governo quer mais mulheres na política, mas nem todos os partidos estão de acordo

O Partido Socialista e o Bloco de Esquerda já se pronunciaram a favor da medida, enquanto o PCP diz ser, por princípio, "contra a lei da paridade".

O Governo quer obrigar os partidos a incluírem mais mulheres nas listas, mas nem todas as forças políticas estão a favor da proposta. O Partido Socialista (PS) e o Bloco de Esquerda (BE) já se pronunciaram a favor da medida, enquanto o Partido Comunista Português (PCP) diz ser, por princípio, “contra a lei da paridade”, avança o jornal “Diário de Notícias”.

O diploma aprovado no Conselho de Ministros no Dia Internacional da Mulher prevê o aumento da representação feminina nos partidos de 33,3% para os 40%. A proposta não se fica pelos grupos parlamentares, passando a abranger também as freguesias, com a alteração da regra de ordenamento das listas. Os dois primeiros lugares devem ser ocupados por candidatos de sexos diferentes, estando previstas sanções para as listas incumpridoras.

O PS considera que este é “um passo importante no sentido de eliminar as desigualdades entre géneros e que continuam a afetar, sobretudo, as mulheres, em matérias como a conciliação entre vida profissional e familiar, a desigualdade salarial e a segregação ocupacional”. No entanto, o PCP é contra a proposta, considerando que esta “representa de condicionamento na vida interna de um partido, além de tentar tratar de forma administrativa problemas estruturais”.

Entre os grupos parlamentares que já cumprem as quotas que o Governo quer estipular estão o PEV (50%), o CDS (44,44%) e o PCP (40%). Entre os restantes partidos, apenas o BE é o único que está abaixo da quota dos 33,3%. O partido conta apenas com 6 mulheres entre 19 deputados eleitos para a Assembleia da República. Já no PSD, as mulheres representam 33,71%, enquanto no PS, correspondem a 34,88% dos deputados.




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