Governo garante estar a postos para retirar um milhão de portugueses da Venezuela

No caso de a situação política se complicar ao ponto de uma guerra civil, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, diz que Portugal está preparado para intervir e acionar um plano de evacuação imediato do país.

O Governo português garante que tem um plano de contingência para retirar um milhão de portugueses da Venezuela em caso de emergência. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, indica que no caso de a situação política se complicar ao ponto de uma guerra civil, será acionado um plano de evacuação imediato e será enviada ao local uma Força de Reação Imediata com vários meios, aéreos e navais.

Augusto Santos Silva, em declarações à RTP, salienta que “à luz da lei portuguesa, dispomos sempre de planos de contingência, procurando responder a eventuais problemas que ocorram e esses planos de contingência existem em relação a todas as regiões onde se localizem comunidades portuguesas”.

Segundo o ministro, há ainda a possibilidade de cooperação com países vizinhos, como com o aliado histórico Brasil, e está prevista a intervenção com recurso a meios militares, civis e do INEM.

A situação política na Venezuela adensou-se depois da saída de milhares de cidadãos às ruas das principais cidades do país, esta quarta-feira, para protestar contra um decreto do Supremo Tribunal para se proceder à retirada do poder legislativo à Assembleia Nacional – que é constituída na sua maioria por partidos da oposição. O tribunal rapidamente voltou atrás na decisão, mas ainda assim não foi suficiente para conter a ira dos venezuelanos, que se vêm confrontados com uma grave crise financeira e com a escalada de fome e miséria no país.

Ao mesmo tempo que os manifestantes apelavam à demissão de Nicólas Maduro, forças leais ao presidente manifestaram-se a favor do regime, o que originou vários confrontos violentos. Pelo menos três pessoas terão morrido e outras doze terão ficado feridas, naquela que foi designada como a “mãe de todas as manifestações”.





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