Governo compromete-se a mitigar efeitos do congelamento das carreiras dos professores

O Ministério da Educação compromete-se em estudar custos e recuperar de "um tempo de serviço mais alargado" do que o previsto na proposta inicial do Governo.

Professores durante a greve e concentração de professores junto à Assembleia da República, em protesto pelo descongelamento "justo" das progressões, recuperação dos anos de congelamento e contagem integral do tempo de serviço prestado pelos docentes, convocada pela FENPROF, FNE e Frente Sindical de Docentes, em Lisboa, 15 de novembro de 2017. JOÃO RELVAS/LUSA

O Governo de António Costa está disponível para dar mais aos professores e negociar a “mitigação dos efeitos do congelamento” das carreiras, que estiveram congeladas para efeitos de progressão. O Ministério da Educação compromete-se em estudar custos e recuperar de “um tempo de serviço mais alargado” do que o previsto na proposta inicial do Governo, avança o jornal “Público”.

A reunião desta quarta-feira entre os sindicatos e o Governo terminou com o compromisso de constituir uma comissão com representantes do Governo e dos sindicatos para estudar os impactos orçamentais da contabilização do tempo de serviço dos docentes. O estudo tem como objetivo perceber qual o custo que teria a contabilização de mais de nove anos, exigida pelos professores, ou a contagem parcial, defendida pelo Governo. A primeira reunião deve acontecer ainda durante este mês.

O Governo continua a defender que “não é possível a contagem integral do tempo [nove anos, quatro meses e dois dias]”. Os sindicatos falam em avanços nas negociações e adiantam que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, admitiu durante a reunião que os professores podem vir a “recuperar um tempo de serviço mais alargado” do que o que estava inicialmente previsto.






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