Governo aprova Fundo de Fundos para a Internacionalização com capital de 100 milhões

"A constituição deste Fundo resulta de uma necessidade há muito identificada pelas empresas nacionais, procurando aumentar o investimento nas empresas portuguesas e potenciar as suas exportações", explica o Executivo.

O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto-lei que cria o Fundo de Fundos para a Internacionalização, com um capital inicial de 100 milhões de euros.
Segundo o comunicado do Governo, o Fundo tem por objetivo a realização de operações de participação no capital de outros fundos, de natureza pública ou privada, em regime de co-investimento, com vista à promoção da internacionalização da economia portuguesa.
“A constituição deste Fundo resulta de uma necessidade há muito identificada pelas empresas nacionais, procurando aumentar o investimento nas empresas portuguesas e potenciar as suas exportações”, explica o Executivo.
Recentemente num artigo de opinião publicado no Eco, o economista Daniel Bessa abordou o tema dos fundos de fundos e reclamou a possibilidade de vir a ser criado um PVCI II, tendo por investidores institucionais, desta vez, o FEI e a IFD – Instituição Financeira de Desenvolvimento.
Atualmente já existe um fundo de fundos que nasceu em 2008 e foi dotado de um capital de 111 milhões de euros e que está a chegar ao fim do prazo para que foi criado. O PVCI – Portuguese Venture Capital Initiative é um fundo de fundos de investimento criado pelo FEI – Fundo Europeu de Investimentos, que investiu em sete fundos investidos que por sua vez investiram em 50 empresas portuguesas, a que aportaram capitais próprios adicionais de 328 milhões de euros, revelou Daniel Bessa, que explicou que o investimento do PVCI vê-se alavancado pelo investimento de outros investidores que o acompanham, e foram apoiados 6000 postos de trabalho, tendo as 50 empresas investidas duplicado o número de colaboradores, em resultado das operações de investimento realizadas.
Daniel Bessa questionou no entanto no primeiro fundo o facto de as 50 empresas que foram alvo de investimento terem uma limitada orientação exportadora.
Este fundo hoje aprovado pelo Governo é por isso explícito ao dizer que procura aumentar o investimento nas empresas portuguesas e potenciar as suas exportações.



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