‘Gastem mais’: FMI faz apelo à Alemanha

Fundo Monetário Internacional criticou de novo os excedentes alemães, considerados demasiado elevados, incitando o país a baixar os impostos e investir para estimular a procura interna e as economias dos parceiros comerciais.

A Alemanha tem sido alvo de críticas recorrentes de instituições internacionais ou dos parceiros comerciais que acusam o país de não fazer importações e investimentos suficientes para beneficiar os outros países, nomeadamente países europeus.

As margens orçamentais que a Alemanha tem ao seu dispor “devem ser utilizadas para iniciativas que reforcem o potencial de crescimento, como investimentos em infraestruturas físicas e digitais, ajuda à infância, integração de refugiados e alívio da carga fiscal sobre o trabalho”, apontou o FMI no relatório regular sobre a economia alemã.

O FMI sugere também uma política que incite os alemães a trabalharem durante mais tempo, o que pode encorajar a população envelhecida a consumir mais em vez de poupar para a reforma.

A Alemanha conseguiu no ano passado um excedente orçamental recorde, de perto de 24 mil milhões de euros, o que corresponde a um excedente de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto vários países europeus têm problemas com défices.

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