G7 afirma-se determinado em usar todas as ferramentas para garantir crescimento económico

Governantes utilizarão ferramentas das políticas monetária, fiscal e estrutural para cumprir o objetivo de ter um crescimento “forte, sustentável, equilibrado e inclusivo"

Italy's Finance Minister Pier Carlo Padoan attends a news conference during a G7 for Financial ministers, in the southern Italian city of Bari, Italy May 13, 2017. REUTERS/Alessandro Bianchi

Os ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais das sete principais economias do mundo (G7) garantiram hoje, 13 de maio, a sua determinação em usar todas as ferramentas necessárias para impulsionar o crescimento económico.

No comunicado final da reunião realizada em Bari, em Itália, os governantes sublinharam a intenção usar as ferramentas de política monetária, fiscal e estrutural ao seu alcance para cumprir o objetivo de um crescimento “forte, sustentável, equilibrado e inclusivo”.

Acrescentaram que a política fiscal deve ser usada para ajudar a criação de emprego e reafirmaram “compromissos” relativamente às taxas de câmbio existentes, recusando a ideia de desvalorizar a moeda “para fins competitivos”.

Na conferência de imprensa feita no final da reunião, o ministro italiano das Finanças, Pier Carlo Padoan, que foi o anfitrião do encontro, falou sobre o risco informático e disse que, “à luz do ataque cibernético global” de 12 de maio, o G7 concordou que “a segurança é um bem político e global” e “reafirmou-se a vontade de ter um papel de guia nesta questão”.

No comunicado do final da reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G7 – em que participou, também, a Comissão Europeia –, dois dos 19 pontos são dedicados às ameaças informáticas.

“Reconhecemos que os incidentes cibernéticos representam uma ameaça crescente para nossas economias e que são necessárias respostas de política económica adequadas”, refere o documento, apontando a importância de se procurarem “abordagens eficazes para a avaliação da segurança cibernética nas empresas financeiras e no setor”, nomeadamente através de exercícios e simulações regulares.

Ficou decidido que o grupo de especialistas em cibersegurança do grupo das sete economias mais importantes do mundo (G7 Cyber Expert Group – G7 CEG) desenvolva um conjunto de instrumentos para uma avaliação eficaz da cibersegurança, até outubro.

O G7 CEG foi também incumbido de trabalhar na avaliação do risco de terceiras partes, em coordenação com outros sectores críticos, além do financeiro.

O G7 pretende, também, que exista maior partilha de informação e de experiências, para que seja efetivamente criado um mercado de cibersegurança.

O Centro Europeu contra a Cibercriminalidade (EC3) do serviço europeu de polícia Europol referiu que este ataque de 12 de maio “é de um nível sem precedentes e vai exigir uma investigação internacional complexa para identificar os culpados”.

Investigadores do fabricante de software de segurança Avast, citados pela agência de notícias Reuters, disseram ter observado cerca de 57.000 casos de infeção em computadores, em 99 países.

Participaram, também, o comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, e o presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi.

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