ricardo-campelo-magalhaes_final

500 mil euros não é uma fortuna. É o mínimo que um casal responsável da classe média tem de ter acumulado para complementar a parca reforma que vai receber na velhice.

500.000 euros. Parece ser esse o limite do pecado. Quem tem mais de 500.000 euros é certamente rico e, provavelmente, muito pouco inocente, diz-se. Quem conseguiu acumular esse valor nesta sociedade consumista incumpriu com o dever patriótico de estimular a economia e certamente ganhou demais, tendo agora uma riqueza acumulada que tem de distribuir para que todos sejamos igualmente remediados, ataca-se.

Acontece que 500.000 euros, na verdade, não é muito para um casal ter como poupança para a velhice. Senão imaginemos um exemplo comum: dois profissionais liberais, a meio da sua carreira, que estejam hoje a ganhar 1.000 euros cada. Um casal perfeitamente normal e dentro das médias nacionais. Façamos agora uma pequena projeção de quanto este casal precisa de ter aforrado para a reforma.

Quanto tempo o casal estará reformado? Se se reformar aos 66 e tiver uma esperança de vida de 80 anos, isso corresponde a 14 anos ou 168 meses. Quanto dinheiro precisará por mês? Se tivermos em conta a inflação, um casal a meio da sua carreira precisará do dobro para manter a sua qualidade de vida, pelo que precisarão de 2.000 euros cada. Aceitando que cada um terá uma reforma de 500 euros, o que é relativamente comum entre profissionais liberais por estes serem tratados como cidadãos de segunda, dá 168 meses x 1.500 euros, ou seja, 252.000 euros para cada um. Ou 504.000 euros para o casal.

Isto não contando com uma casa básica para viver, cujo empréstimo tem de estar pago aquando da reforma, e pressupondo que Portugal não vai fazer como a Suíça e estabelecer um teto para a reforma igual a 2/3 do salário mínimo. E, claro, assumindo que o dinheiro da vida social e ‘hobbies’ aos 46 vai cobrir a despesa com a medicação aos 80, e que não há responsabilidades para com as gerações seguintes. Luxos ou impossibilidades, certamente.

500.000 euros não é uma fortuna. É o mínimo que um casal responsável da classe média tem de ter acumulado para complementar a parca reforma que vai receber na velhice. Quem não tiver uma poupança semelhante vai ser um inválido. Um inválido financeiro na dependência de amigos, familiares ou, como espera a esquerda, do Estado.

Seja independente. Aforre. 500.000 euros não é uma fortuna.

notícia seguinte
  • Luis Miguel Rainha

    Mais um maluco à solta.

  • Manuel

    Ò caramelo, em que mundo vives? Mais um doutorzeco da mula russa, desce a terra, a de Tugalandia…Vive no mesmo país das maravilhas que o trapaceiro Coelho? Achas que um pais onde o salario mediano não atinge 3/4 do salario minimo francês, a media, ou a mairia dos portugueses têm 500000€ ou planos de reformas? Alias os que têm 500000, não são os que tem parcas reformas…Vai trabalhar e estudar em vez de venderes falacias…O dito consultor, deve consultar, ou economistas a serio, ou um psy…Realmente, com este tipo de dita “elite”, ditos “pensadores”, não admira o país estar no que está…A superficialidade, o chico espertismo, as balelas, os clicés a solta…

    • Ricardo Campelo de Magalhaes

      Caramelo aqui: não poupe nada e depois diga que lhe roubaram a reforma e que não tem para viverá reforma e pagar a mediação da hipertensão…

      • Manuel

        Não preciso desse tipo de conselhos. E sobretudo de poupar em certos seguros privados ou bancos, geridos por aventureiros das finanças pouco sérios para depois ficar como milhões de pensionistas americanos a ver navios e engordar vendedores de banha da cobra-…Por agora os maiores roubos foram feitos por seguros inseguros privados e bancos em bancarrota…Roubos aos seus clientes e roubos a nos todos e ao estado, em nome do sagrado sustento dum sistema financeiro gangrenado por chicos espertos…

        • João Martins

          Nada como falir as próprias finanças pessoais com receio que alguém nos provoque a falência! Não me tinha lembrado desta estratégia de redução de risco!

          • Manuel

            ?????????????????

      • Hugo Rico

        A bestinha não se cala…

      • Manuel

        Não preciso desse tipo de conselhos. E sobretudo de poupar em certos seguros privados ou bancos, geridos por aventureiros das finanças pouco sérios para depois ficar como milhões de pensionistas americanos a ver navios e engordar vendedores de banha da cobra,,,Por agora os maiores roubos foram feitos por seguros inseguros privados e bancos em bancarrota,,,Roubos aos seus clientes e roubos a nos todos e ao estado, em nome do sagrado sustento dum sistema financeiro gangrenado por chicos espertos…

      • Manuel
  • Carlos Paz

    A credibilidade deste projeto jornalístico que até parecia interessante acabou de cair por terra.
    Em 40 anos de carreira profissional, o casal do exemplo teria exatamente 480 meses.
    Para poupar 500.000 euros em 480 meses, o referido casal teria de poupar 1.042 euros TODOS os meses.
    Ganhando 2.000 euros é IMPOSSÍVEL poupar 1.042!
    Tenho pena que um projeto jornalístico que até parecia interessante tenha deixado destruir TODA a sua credibilidade deste modo.

    • Otilia Gradim

      Carlos Paz, só pode levar o Ricardo Magalhães porque não o conhece ;)

      • Ricardo Campelo de Magalhaes

        Boa tarde Otília. Bem disposta como sempre?

        • Hugo Rico

          Não sejas parvo

    • João Martins

      Sugiro que verifique os seus conhecimentos de juro composto e taxas medias de rendimento financeiro antes de insultar meio mundo.

      • Ana Paula Horta

        Verifique você os seus porque não está a falar com nenhum ignorante.

        • Ricardo Campelo de Magalhaes

          Não assuma níveis de conhecimento das pessoas, por favor.

          • Hugo Rico

            Palerma

      • bombeiropt

        Sabe o disparate que está a dizer?,…. provavelmente não sabe, nem faz ideia,… talvez o Professor Carlos Paz lhe possa dar alguma explicação,…

        • Ricardo Campelo de Magalhaes

          O disparate foi o do Carlos Paz, que assume demasiado (ver comentário acima).

          • Hugo Rico

            Ser ridiculo

      • Carlos Paz

        Sugiro que verifique os seus conhecimentos sobre “preços constantes” (que são os utilizados no artigo, antes de comentar o comentário).
        Se não sabe, eu explico: NÃO pode ao mesmo tempo utilizar “preços constantes” (não atualizados com o MESMO efeito “composto” da inflação) para ilustrar as despesas e, repito, ao mesmo tempo, utilizar a atualização (“composta”) para as receitas (ou, neste caso as poupanças).

        • Ricardo Campelo de Magalhaes

          Não usei preços constantes.
          Por simplificação assumi taxa de juro da poupança = inflação apenas.
          Claro que se me pedem assumo taxas de inflação e de rentabilidade específicas, mas não esperava esse nível de parametrização num artigo de opinião, ou contava?

          • Hugo Rico

            Mas que otário

          • Miguel Madeira

            “Se tivermos em conta a inflação, um casal a meio da sua carreira precisará do dobro para manter a sua qualidade de vida” – esta passagem não me parece consistente com assumir taxa de juro da poupança = inflação

          • António Chagas Dias

            Ricardo Campelo de Magalhães, é claro que a decisão de veicular os princípios que quiser num artigo de opinião é sua, quando o escreve. Mas convenhamos: resvalou para o facilitismo. Sabe disso, não sabe? Sabe que se esse casal, que refere, for cumpridor dos seus deveres fiscais, se ganha 2000, nunca receberá apenas 500, porque descontou para a Segurança Social o suficiente para ganhar 2000 de reforma, não sabe? Também compreendo que quisesse abrir os olhos da população para a necessidade de constituir poupança; é louvável essa intenção. Mas não seria mais interessante alertar as pessoas para o poder do juro composto? Em que mundo é que, para ter 500.000 euros ao fim de 480 períodos (neste caso, meses) precisa de poupar 1.000 e picos euros por mês? Acha mesmo que o tempo das taxas nulas está aí? Está enganado. As taxas dos bancos podem ser nulas, mas as taxas de lucro são tudo menos nulas. Há outras formas de poupança, e é isso que não mostra no seu artigo.
            Concordo que os comentários ao seu artigo são na sua grande maioria irreflectidos e ignorantes, já que em vez de lhe apontar as falhas evidentes do seu artigo, as usem para um raciocínio tão delirante como o seu, mas olhe, para mim, os comentários estão perfeitamente adequados ao nível do seu artigo. Lamento que tenha desperdiçado uma boa oportunidade de pedagogia com um libelo desenxabido a favor ou contra não sei bem de quê.

      • Miguel Cabrita

        Juro que hoje é inferior a 1%, talvez queira ir ao excel e ver também de taxas bancárias e como elas consomem o juro.

        • João Martins

          A longo prazo pode considerar taxas de retorno médias de investimentos não espéculativos, de fundos de investimento diversificados e analisados com um profissional.

          • Miguel Cabrita

            A longo prazo não existem soluções rentáveis sem risco de perda efectivo e que se materialize, quanto mais ao longo de 40 anos. Nota-se nos dias que correm, em que o modelo de negócio da banca ou muda ou a banca falirá e crescentemente as pessoas confiam menos e menos na banca, que se verá inevitavelmente forçada a repensar o seu modelo de negócio. Apostar nas aventuras da banca hoge em dia é querer que as pessoas saltem da frigideira para o lume, mais vale a pena guardar o dinheiro no colchão.

          • bombeiropt

            de colapso em colapso até ao colapso final,….. mesmo com toda a informação que se tem hoje ainda há lunáticos a confiar nestes bancos na esperança de ganhar umas migalhas.

          • João Martins

            Todos os indices que acompanhem o S&P 500 tem tido rendimentos muito acima da inflação, para investimentos de longo prazo, o que desmente a sua afirmação.

          • Miguel Cabrita

            Para investimentos a longo prazo, esses índices correm o risco de um momento para o outro ser abalados e perder todos esses supostos rendimentos que está a ter hoje em dia e os aforradores perderem todo o seu dinheiro.

            Foi com base nessa crença; de que os bons resultados se perpetuarão ad eternum, sempre com ganhos aliciantes, que levou tanto pequeno aforrador a perder as poupanças durante a crise de 2008 e muitos a ficarem efectivamente sem nada.

            O Truque é o mesmo que você aqui usa; promessas de rendimentos muito bons, neste seu caso superiores à inflação, melhores que um depósito a prazo e omitir todos os riscos que se está a correr, como você faz.

            Esse pequeno cliente viverá satisfeito da vida até aos próximos tumultos nos mercados financeiros, onde virá a descobrir que os seus 100000€ são agora pouco mais que 50000€. Isto aconteceu em 2007/2008 e a probabilidade de, ao longo de 40 anos, voltar a acontecer é praticamente de 100%

          • João Martins

            Aconteceu, e com base da premissa do longo prazo, passado 5 anos já tinha recuperado e hoje já novamente com bastante crescimento. Concordo consigo, que como todos os investimentos, o risco deve ser diversificado.

          • Miguel Cabrita

            Esses 5 anos que levou a recuperar, significam um multiplo de anos desses 5 que demorará a recuperar o rendimento que não se ganhou, mas que se contava ganhar durante esses anos de perda, e para os quais não se planeou fundos extra para cobrir essas perdas (o dinheiro não cai do céu não é?), fundos e dinheiro esse com que se contava para a reforma e que se perdeu num tumulto do mercado. Isto, claro está, contando que o nosso investimento não foi daqueles que faliu completamente, como aconteceu a alguns fundos de pensões.

          • João Martins

            É verdade, pode perder capital nestes investimentos com risco. Se não poupar e investir, poderá usufruir da reforma estatal cortada fortemente, adicionada da desvalorização do euro e do aumento de custos com a saúde, normais à idade. Cabe a cada um definir os riscos com que se sente avontade. O artigo acaba por lançar esse desafio. Obrigado pela interacção aqui no forum. Até uma próxima.

          • Miguel Cabrita

            Voltando um pouco à dura realidade:

            chegou-me ao ecrã do computador este relatório que deixo em link,
            https://www.juliusbaer.com/files/user_upload/your-private-bank/investment-excellence/research/european-wealth-report/documents/Wealth_Report_Europe.pdf ,

            de um banqueiro privado suíço, que nos diz que alguém que tenha uma riqueza total, incluindo património imobiliário, superior a 558000 euros em Portugal, essa pessoa faz parte do 1% dos mais ricos do país, o que imaginando que o nosso casal dos mil euros tem mais que um T2 em Massamá, que valha mais de 58000€, vá lá, um T3 de 200.000 numa urbanização de São Domingos de Rana, temos que admitir que aos 66 anos eles fazem parte dos 1% mais ricos do país.

            Eles conseguiram isto a labutar arduamente, para merecerem os 1000 euros de salário mensal cada um, durante 40 anos de laboriosa actividade, que viveram frugal, austera e espartanamente, a amealhar todo o dinheiro que conseguiam, cêntimo por cêntimo, euro a euro, a cada dia, semana e mês fazendo esticar o ordenado para além do que se imagina possível, como conta a lenda dos homens virtuosos e ricos?

            Esta é a base da conversa que estamos a ter. Quer mesmo continuar? Ou posso ficar-me com a magra reforma que o estado me anda a prometer?

    • Ana Paula Horta

      Não se pode esperar mais de quem vem defender os ricos e/ou aqueles da economia paralela.

      • Ricardo Campelo de Magalhaes

        Ricos safam-se sempre, não se preocupe.
        Tentei foi alertar a classe média, mas as pessoas preferem escrever sobre mim do que pensar nas suas vidas, o que é que quer…

        • Ana Macedo

          Nem adicionando primos em segundo grau consigo formar um agregado familiar digno do pagamento desse imposto…Ninguém, com um salário médio de (em sonhos) 2000 euros consegue reunir a quantia de 500 mil euros. Esse seu planeta deve ser bastante divertido….

        • Hugo Rico

          Este porco está a chamar irresponsável a um numero vastíssimo de famílias. Vês o mundo com o olho do umbigo. Acorda que já é dia..

        • Gaby Cat

          A classe média não consegue poupar 500.000€ e creio, que se tem as habilitações que acima refere, só pode estar a ser pago para escrever essas barbaridades o que demonstra uma grande falta de honestidade da sua parte, ou então é absolutamente incompetente e devia talvez dedicar-se a uma outra actividade.

    • M ferreira

      Pela peça jornalística, chego á conclusão que somos um País rico, mas não corresponde á verdade.

      • Ricardo Campelo de Magalhaes

        Pelos comentários percebo porque é que a taxa de poupança caiu dos 30% da década de 70 para valores próximos de 0 hoje (e a vida era mais dura antes de 74).

        • Salomão Fresco

          Sr. Magalhães,

          Faça o seguinte exercício:

          Pegue numa familia da chamada classe média, rendimento dos conjuges 1500 Euros/mês.
          A esses 1500 Euros subtraia:

          375 € – Renda de casa – porque este casal preferiu arrendar

          50€ – Electricidade
          210 € – Creche/Jardim Infantil – porque como tem os 2 que trabalhar alguém tem que ficar com a criança

          30 € – Água e RSU
          35 € – Gás natural

          200 * 2 – Combustivel – porque não há transportes publicos na provincia

          restam 400 € para a alimentação e outros bens necessários.

          Salários de 1000€??? Onde?
          Aponte-me exemplos concretos, onde um profissional liberal aufira tal rendimento por mês, todos os meses…

          à semelhança de outros, o Sr. deve viver num país diferente daquele onde eu e mais uns quantos milhares, vivemos.

        • Carlos

          Você não só é incompetente na argumentação que usa, pois dá um exemplo, mas não mostra como é possível, como ainda revela uma pequenez de espírito em não saber ouvir opiniões diferentes da sua. E sim, é completamente irreal, poupar 1042 euros por mês num casal que ganhe 2000 no seu conjunto.

          O que vale é que você deve vender bem a sua banha da cobra! Triste!

        • Ana Macedo

          Mas afinal o senhor existe mesmo??? Que estranho… Sempre achei que este tipo de textos eram automáticamente impressos como a “anedota do dia”. Com toda a franqueza achei que isto era um texto sarcástico porque me custa acreditar que alguém tenha tal pequenez mental.

        • Miguel Cabrita

          Pior a emenda que o soneto:

          para 30% de taxa de poupança, um casal deveria ter um rendimento de 41667€ para poder amealhar esses 500000€. Ora este rendimento coloca este casal no ultimo decil da distribuição do rendimento, provavelmente no percentil 95 ou 96, ou seja ganhariam mais que 95% da população, se imaginarmos uma taxa de poupança de 20% esse casal ganharia 62500€ e então estamos a falar de um casal provavelmente no percentil 98.

          Já para o seu casal dos mil euros a taxa de poupança é de 52,1% (e vá contando com taxas de juro negativas e taxas bancárias para os próximos tempos), algo manifestamente irreal.

        • Hugo Rico

          Você é dos maiores imbecis que li nos ultimos tempos. Nem sei como o deixam escrever tamanhas barbaridades. Inqualificável mesmo…

        • Gaby Cat

          É natural que o fizessem, também não havia reformas nem apoios sociais, nem subs. para funerais, era preciso poupar para as emergèncias, a única garantia que tinham era o custo do pão que era fixo por ser considerado o alimento dos pobres

    • Ricardo Campelo de Magalhaes

      Eu conheço muitos casos que poupam metade do que ganham, se incluirmos a prestação da casa na parte da poupança. E com o apoio de juros acima da inflação nem é preciso tanto.
      Mas imagino que não seja, de longe, o seu caso.

      • Carlos Paz

        Eu felizmente poupei sempre metade do que ganhei em toda a vida (excluindo a compra das habitações própria e de férias).
        Mas sempre tive rendimentos muito superiores à média.
        O problema do artigo é insultar mais de 60% dos portugueses que não conseguem qualquer poupança.
        E é pena porque ao ser um artigo de opinião política disfarçado de opinião económica acaba por destruir qualquer imagem de credibilidade do próprio projeto jornalístico onde se insere.
        O mais interessante é que o tema em questão até mereceria um debate sério e sereno. A opção pelo estilo “artigo de opinião política”, sem qualquer rigor técnico, inviabilizou o debate.

        • João Martins

          Na sua opinião, os portugueses que ganham 1000 euros hoje em dia não podem poupar 500 (incluindo a casa neste valor), mas os que ganham salários mínimos já conseguem viver…

          • Carlos Paz

            Quem é que disse isso????????????????????????

          • João Martins

            Então será justo entender que dos 80% dos portugueses que não fazem poupanças significativas, poderia um subgrupo, que em troca de um esforço muito significativo, atingir o valor de 500.000, auxiliados por um correcto investimento em fundos de investimento diversificados? E já agora, considera que a reforma dita normal dos portuguêses vai ser suficiente para a classe media manter o seu estilo de vida?

          • Carlos Paz

            Meu caro, faça as contas que quiser fazer com os cenários e as premissas que quiser fazer.
            Admiro o seu esforço, mas NÃO há mesmo NENHUMA maneira de defender o autor do artigo, a incorreção técnica do mesmo e, principalmente, a CREDIBILIDADE arruinada do Jornal.
            Repito algo que já disse antes: NÃO me interessa a vertente politica do artigo (e do seu autor), bem como a do seu comentário em defesa das mesmas teses. Interessa-me a vertente técnica do artigo e essa, infelizmente, é PAUPÉRRIMA.

          • Miguel Cabrita

            O autor e este comentador, preferiram transformar este artigo numa peça de info-publicidade a favor de investimentos em produtos bancários com aconselhamento por profissionais. Como se trata de uma peça de advocacia de uma causa – angariação de dinheiro para a banca – não podemos esperar uma discussão séria, parece-me.

          • João Martins

            O que acaba de apresentar é uma falácia argumentativa, e isso sim é um entrave à troca de ideias.

          • Miguel Cabrita

            O que você tem feito aqui é advogar uma posição favorável a casas de investimento e à banca mesmo que diga que não. Este meu comentário pretende complementar o diálogo com a pessoa a quem é dirigido, que não é você, portanto não coloca entraves a nenhum diálogo, pois como já foi identificado, este artigo traz um raciocínio non sequitur, como já lhe explicaram.

          • Miguel Cabrita

            E o autor faz isto frequentemente noutros blogs em que participa, onde é conhecido por defender posições próximas dos interesses da banca.

          • João Martins

            Perante a não justificação dos seus argumentos, terei de dar o benefício da dúvida ao autor.

          • WannaFight?DamnYou!

            “E é pena porque ao ser um artigo de opinião política disfarçado de opinião económica acaba por destruir qualquer imagem de credibilidade do próprio projeto jornalístico onde se insere.”

            Isto e isto apenas.

          • João Oliveira

            Mas incluir a casa ness valor de poupança há de levar em conta que quase metade do dinheiro entregue na prestação se destina a juros, taxas e seguros. Por isso, de 100 de entregas só se constitui património de 50.

      • Hugo Rico

        Néscio

      • Miguel Madeira

        Está a incluir juros + amortização, ou apenas a amortização? [Parece-me que só a amortização é que faz sentido considerar poupança]

    • Jo G Soeiro

      Depende, se o casal com o que vai poupando fizer aplicações financeiras como as do Prof. Cavaco, é nas calmas…

      • Ana Macedo

        Ahhhhhh, pronto…. finalmente percebi como se faz!!! Estava aqui ás voltas com isto porque num país em que só se fica rico na politica ou a roubar pondo a população a pagar esses roubos este texto , para mim, era sarcásatico! Mas assim já percebo!

        • Marco Mota

          Se uma pessoa independente ganhar 2000 € LIMPOS, é bem possível juntar todos os meses 1000€.

          • WannaFight?DamnYou!

            Claro que sim – basta que já tenha carro pago, casa paga e, ainda assim, gira muito bem esses mil euros por mês. Palavra de honra que não sei onde é que certas pessoas vivem. xD

          • Miguel Madeira

            Mas o autor não está a falar de uma pessoa ganhar 2000 euros; está a falar de um casal ganhar 2000 euros.

          • bombeiropt

            Gostava de ver um exemplo vivo de quem vive na pobreza com 1000€ para colocar outros 1000€ no banco,….. isto até dá vontade de rir de ver alguns comentários tão ridículos a defender quem não tem defesa!

      • Mário

        No caso do 44 nem é preciso poupar…basta ter amigos.

        • Jo G Soeiro

          Pois é, é o chamado capitalismo à portuguesa…

    • República dos Bananas

      Professor, é a estes “fazedores de opinião” que a informação económica está entregue nos media nacionais, aqueles que chamam “classe média” a uma família em que os dois cônjuges estejam ambos empregados e recebam ordenado mínimo, depois fazem extrapolações destas com o dobro do ordenado, mas na realidade verifica-se que nem com o quadruplo dos vencimentos, porque os gastos e as responsabilidades também aumentam, se conseguiria ter tais proventos.

  • JP

    Uma tolice pegada: deve ter aprendido a fazer contas com o Coelho ou com o Costa.

    • Jose Rodrigues

      Puro engano! Deve ter tirado o curso na Católica!!!

      • Jose Sampaio

        Deixem lá o homem, senhor me perdoe!!
        Provavelmente trocou a medicação ou o “artigo” estava “marado”……

      • JP

        Tá bem, tá bem! Deve ter Aprendido a fazer as contas com o Coelho ou com o Costa e tirado o curso na Católica.

    • Ana Paula Horta

      Tirou o curso com o Relvas. :)

      • JP

        Quase de certeza…

  • Silva

    O mal deste país é ter muitas pessoas com bons salários sem fazerem nada de jeito, tipo…Consultores Financeiros! E gentinha que acha que economia e capitalismo são sinónimos. No fim são os liberais que estão sempre a falar mal do Estado os primeiros a ir buscar a sua reforma a esse mesmo Estado. Mais cedo que os outros. E choruda. Se fosse uma pensão de 800 euros já não havia problema, não era Senhor Consultor Financeiro?

    • Ricardo Campelo de Magalhaes

      Tenho clientes bem humildes por vezes.
      Mas sobre a reforma estatal: por mim conto com 0€. O que vier será uma surpresa positiva.
      Quanto à pensão de 800€ na velhice, quando tiver uma conta de farmácia jeitosa e o dinheiro valer metade do que vale hoje… boa sorte…

      • Hugo Rico

        Burro

  • Frankie

    Oh idiota. 500.000€ em IMOBILIÁRIO não em POUPANÇAS. Sem heranças, como podem 2.000€/mês, poupar 1.000€? E se ter uma (s) casa (s) de 500.000€ é ser classe média então o povão anda todo de tanga. Burro

    • Ricardo Campelo de Magalhaes

      Exacto. Incluindo mobiliário. Tudo é poupança.

      • Frankie

        O imposto, a avançar, é sobre o património IMOBILIÁRIO ( sobre as casas) não sobre o património MOBILIÁRIO ( poupanças). Pelo menos foi o que percebi de toda esta polémica direitola.

      • Hugo Rico

        Esscroque….

  • Inês Meneses

    :O
    a falta de tudo…. a começar pela falta de noção da realidade nacional…

  • Joaquim Carvalho

    Mas ainda deixam garotada desta escrever? Haja decência, por favor.

  • Nuno Carvalho

    Sr. Ricardo Magalhaes, se dois profissionais liberais, a meio da sua carreira, que estejam hoje a ganhar 1.000 euros cada, trabalharem 45 anos cada, como poupam 500.000€? se cada um trabalhar 45 anos x 14 meses = 630 meses. 500.000 / 630 =793€. Acha que um casal, a pagar casa, transportes, carro, alimentação, com filhos etc… a ganhar 2.000 poupa por mês 793€? Mesmo com uma tx juro simpática…. O valor da poupança é fantasioso. Mas em que realidade é que vive? Como é que a impressa portuguesa convida para colunista pessoas que estão fora da realidade portuguesa?!?

    • Ricardo Campelo de Magalhaes

      Sim, na verdade estou a assumir que um casal ganha 2.000 e poupa mais de 800€ sim.
      Esses 800€ incluem a prestação da casa, note-se.
      Já houve uma época, antes de 74, em que a taxa de poupança era próxima de 30%.
      E vivia-se pior que hoje. Posso garantir que conheço vários casos.

      • Jose Madeira

        Como sabemos todos os portugueses têm 500.000,00 quando chegam á reforma, os que não têm é porque não são portgueses ou tentaram viver a sua vida, os que não viveram podem agora morrer em paz, que foi para isso que cá vieram…

      • Jose Madeira

        Vejamos:
        Renda de casa 600
        Comida para 4 – 600
        Posso ter telejefone?

      • João Oliveira

        E esses 800 da prestação da casa são integralmente capital acumulado, ou há uma parte que é desperdício na forma de seguros obrigatórios e comissões diversas?

      • Hugo Rico

        Cala-te já nojento

      • Jose Madeira

        não pode considerar a renda paga pela casa como uma poupança, é um gasto que só se traduzirá em activo se o empréstimo for pago na totalidade e aí sim convertido em activo, nessa altura valerá um terço do dinheiro gasto, isso é poupança? se vender a casa vai viver para a rua?

  • Jose Teles

    Não consigo perceber se é ironia ou pura estupidêz…

    • NovoNick

      Apenas burrice.

  • Frankbex

    A minha filha de 6 anos sabe mais de matemática que o RCM, e só cobra metade. :)

    • João Martins

      Series matematicas e juros compostos só são ensinadas no secundario. Ela tem desculpa!

      • Ana Paula Horta

        Para fazer contas não precisa estar no secundário. Acontece que até muita gente (mal) formada nem sabe fazer contas de somar quanto mais…

    • Ricardo Campelo de Magalhaes

      lol

  • João Paulo Oliveira

    Ahahah. Tão inteligente a fazer contas! Esqueceu-se de explicar que para uma casal que tenha um rendimento de 2000 euros mensais, 500.000 euros representam mais de 20 anos do rendimento total ! Portanto , aforro perfeitamente ao alcance de qualquer classe média, ahahah !…

    • João Martins

      Juros compostos. Reveja um livro de finanças pessoais, vai revolucionar a sua vida.

      • Miguel Cabrita

        Para essa sua conta precisaria de cerca de 610 euros por mês com um juro constante de 2,1% para poupar os 500 mil nesses termos. São juros que não existem há mais de dez anos nem virão a haver tão cedo. Mas para a conversa do juro composto teria de se acrescentar a conversa do deflactor e da inflação coisa que não lhe convém, é ou não é?

      • Ricardo Campelo de Magalhaes

        Juros compostos, fontes adicionais de rendimentos de um casal, não gastar dinheiro mal gasto…

        • João Martins

          Quer dizer que não poderei ter a minha reforma com qualidade de vida só por mandar uns bitaites e esperar que os políticos venham resolver o que eu não tive disposto a tratar? O Ricardo Magalhães é um destruidor de sonhos!! :)

        • Hugo Rico

          Obtuso

      • João Paulo Oliveira

        Pois é João Martins. O meu problema é mesmo o de iliteracia financeira e de não saber o que são juros compostos. Juros que estão sempre muito perto da taxa de inflação que, por acaso, também é composta mas isso não interessa nada. Já agora, eu não preciso de revolucionar nada. Quem precisa, segundo o autor do artigo, é a totalidade dos casais que ganham 2000 euros mensais a meio da vida profissional e não vão ter, obviamente, 500.000 euros de poupança líquida na idade da reforma. Porque isso, simplesmente, não existe. E afirmar, como faz o articulista, que essa gente é irresponsável, é tão ridículo que retira qualquer credibilidade ao texto.

      • João Paulo Oliveira

        Livro de Finanças pessoais editado pelo Bernard Maddoff ou talvez pela AIG ? O que é que me aconselha ? É que juros (compostos ou simples) com razoáveis níveis de segurança de investimento, estão quase sempre em linha com a taxa de inflação que também é composta mas isso não interessa nada agora. O que interessa é que este tal casal, nestas condições de rendimento, não vai ter meio milhão aforrado quando se reformar. E não é por ser irresponsável É porque isso não existe !

  • NovoNick

    O autor deve ter sido colaborador de qualquer dos bancos com colossais montanhas de lixo tóxico debaixo do tapete. Quem quiser ficar insolvente, deverá contratar o Ricardo Queijo Limiano Magalhães.

    • Ricardo Campelo de Magalhaes

      Que comentário original…

  • Luís Pedroso

    tenha vergonha na cara, sr. RCM.

    • Ricardo Campelo de Magalhaes

      Porque? Por o avisar a si que tem de poupar para a reforma (seja qual for o seu montante, seja 252.000€ ou menos…)?

      • Luís Pedroso

        não. não precisa de avisar-me de coisa nenhuma. eu sei onde vai parar cada cêntimo que gasto. sou “responsável”. mas é ofensivo, seja qual for a desculpa esfarrapada que se dê, dizer para quem ganha 1000 euros poupar 500 todos os meses. lamento se não consegue perceber isso.

        • João Martins

          Tem a opção: ser pobre agora ou ser pobre quando estiver doente e reformado. Nessa altura espero que se lembre da opção que tomou…

          • Luís Pedroso

            também vive no mundo da lua. já vi que gosta de banhas da cobra especulativas. sim: vamos todos entrar nesse mundo e estaremos todos, aos 66 anos, com 500 mil euros no bolso. até porque os bancos e fundos de invesitimento são uma realidade super segura…

            acorde para a realidade. quem ganha aquilo, só a traficar droga poupa meio milhão. quem ganha aquilo, mesmo com uma disciplina espartana, não poupa mil euros por mês. nem 500. nem 300. tem que pagar casa, eventualmente carro, despesas escolares, supermercado, água, luz, gás, condomínio talvez, comunicações, despesas de saúde, seguros vários. é preciso fazer um desenho?

            é cada imbecil.

      • Hugo Rico

        Bom…tão-se me acabar os adjetivos honorosos para este otário de merda….

  • Deves viver no mundo de não sei onde, ou então fumar umas coisas estranhas, qual será a responsabilidade deste ser para dizer uma barbaridade destas. Por isso a economia portuguesa anda pelas ruas da amargura com consultores económicos desta estirpe.

    • Ricardo Campelo de Magalhaes

      Não fumo. E talvez por isso me lembre que no tempo dos meus pais se poupava 30% e hoje poupa-se quase zero. O país deve viver hoje muito pior que em 74, mas mesmo muito pior, só pode.

  • joao rita

    ganda MOCA que este Ricardo Magalhães tinha quando escreveu o artigo. A Administração do Económico não faz despistagem de alucinogénos ????

  • Nuno Ferreira

    Gostaria de saber qual a razão para esta ofensa gratuita a todos os leitores?! Qual é a agenda por detrás deste tipo crónicas?! Este texto, mesmo sendo uma crónica, deveria ser minimamente credível ou pelo menos não ser ofensivo e insultuoso para 99% dos leitores. Se o objectivo era só publicidade foi conseguido, mas podiam tê-lo feito sem chamar estúpidos a todos os que estão a ler esta crónica.

    • João Martins

      O engraçado é que as contas do autor estão certas, mas em vez de tentar compreender partem para a ofensa.

      • ricardo cordeiro

        A seguir ao insulto velado de um idiota sempre surgem outros idiotas a insultar a insinuada mediocridade de quem pensa e sabe ver DIFERENTE. Com gente tão conhecedora de economia, falando de juros, não admira que as palas nos olhos não consigam ver outros caminhos da mais que FALIVEL “ciência?” económica.

        • Ricardo Campelo de Magalhaes

          Não falei de juros. Se eu falasse, acompanharia as contas?
          E não insultei: só chamei atenção que uma pessoa pode precisar de 252.000€ na reforma e tem de se precaver. Se os seus números são diferentes, faça as suas contas. Não deixe o seu futuro apenas na mão da classe política.

          • Hugo Rico

            Imbecil

          • Cris Vardasca

            Ó menino, qual foi a parte que não percebeu?! TODA a gente sabe que pode precisar de 252000€ na reforma, não precisa de se cansar a chamar a atenção!!! O que ninguém (ou quase, parece que há por aí mais uns iluminados) percebe é como é se aforra essa quantia quando se tem um ordenado de 1000€ por mês! E digo-lhe mais: se o menino se visse nessa situação, e sem ninguém que lhe pagasse as contas, nem ia perceber como é que chegava ao fim do mês, quanto mais como é que fazia poupanças!!!

      • Gonçalo Alegria

        Certas? O casal da história dele nem tem problemas com o alternador!!!

        • Miguel Cabrita

          E já lá foram 500 paus… toma lá… ou então trocas de carro, que é o que vai ter que acontecer mais cedo ou mais tarde.

      • Miguel Cabrita

        A matemática está certa, mas os pressupostos e o raciocínio estão errados.

        • Ricardo Campelo de Magalhaes

          É um exemplo. Faça o seu e veja as suas contas.

          • Miguel Cabrita

            A sério, foi a coisa que primeiro fiz quando li o que escreveu, foi instintivo. De resto o exemplo dei-lho mais acima, o casal dos 2000€ com uma poupança de 610 mensais precisaria de ter um juro 2,45% constante para ter a referida poupança, presumindo preços constantes. Ora temos taxas próximas de 0% e abaixo de 2% há vários anos, e previsivelmente vão continuar baixas. E mesmo assim este casal teria de abdicar de ter filhos ou férias, almoços fora, ou coisas mais básicas como livros ou ler jornais impressos ou online pagos, ou sequer um café para poder conseguir poupar esses 600 euros mês.

          • Hugo Rico

            Otário

      • george

        Claro vivem numa casa dada pela tia,não tiveram de fazer empréstimo,por opção não tiveram filhos para assim poupar,comem umas sopas e andam de transportes públicos…Quem não consegue!?Fácil não é?

        • Ricardo Campelo de Magalhaes

          Tomara eu ter uma tia assim :)

        • bombeiropt

          Com tanta poupança ainda morrem a fome antes de chegar a reforma,….

      • Daniel Teixeira

        Tudo é possível, mas… ser escravo e inválido a vida inteira, para ter meio milhão de euros? Que lata depoiss chamar inválidos, aqueles que viveram a vida, e chegaram á reforma com uns 200 mil euritos poupados, que lhes dará uns 2mil euros mensais mais uma reforma,ou seja um rendimento mensal acima de 3200 euros, como gostaria de seer inválido.

        • Ricardo Campelo de Magalhaes

          252.000€ parece-me viável, em certas situações.
          Se o seu número é diferente muito bem: não se esqueça é de fazer o seu cálculo.

          • Hugo Rico

            Seu bobo….

    • Ricardo Campelo de Magalhaes

      É ofensivo pedir às pessoas que abram os olhos, percebam que a sua reforma esperada não vai estar lá quando se reformarem, e façam as suas contas?!?

      • João Oliveira

        Se é ofensivo ou não nem é relevante. Só é relevante a verdade. Neste caso, num contexto de verdade mais que ofensivo este texto é absurdamente parvo.

        É parvo presumir que qualquer pessoa responsável consegue poupar tranquilamente 50% dum salário de €1000 (ignorando que na realidade o salário médio é inferior) durante 40 anos (renda barata €350, contas €60,

        É parvo querer fingir e querer obrigar as pessoas a acreditar que €1000/mês (apesar do salário médio ser inferior) faz uma pessoa pertencer à classe média.

        É parvo sugerir que €1000 (apesar do salário médio ser inferior) são mais do que suficiente para sustentar um agregado familiar em que, em média, cada família devia ter 2.5 filhos para garantir o FUTURO DO PAÍS.

        É parvo presumir que quem falha estas “modestas” metas vive necessariamente acima das suas possibilidades e que desperdiça dinheiro em luxos (apesar de, ironicamente, um dos elementos caracterizadores duma “classe média” é o poder económico para aceder a cultura e lazer).

        É parvo imaginar que ter 50% do PIB dum país encostado (estamos a falar duma poupança média de 50%, não?) ia beneficiar qualquer outra pessoa do que os sectores financeiros da nossa economia.

        É surrealmente parvo não perceber que sugerir uma poupança média de 50% não só é (mais uma vez) pedir (exigir?) aos portugueses algo que não é feito em mais nenhum país do mundo (porque esses países vivem na vida real) como é pedir uma poupança quase 10 vezes superior à média europeia.

        Ora… Podem pedir o que quiserem à vontade. E num clima de debate os “sentimentos” são muito pouco relevantes portanto pouco importa se ofende ou não. Mas que este texto cai no ridículo lá isso cai… Mas a culpa é dos jornais que deixam qualquer pessoa escrever o que lhe apetece.

      • Ana Macedo

        Que reforma?? Os meus pais trabalharam toda a vida e tinham salários até acima da média… NUNCA foram pessoas de grandes gastos e sempre pouparam o que ganhavam. Claro que pagavam sempre as suas contas porque honestidade costumava ser algo a ter em conta. Morreram ambos e ainda não consegui desencantar esses 500 mil euros em parte nenhuma. Vou ver melhor no colchão, pode ser que tenham utilizado esse truque!

      • Hugo Rico

        Seu lerdaço…

    • Ana Macedo

      Mantenho a secreta esperança de que o senhor que escreveu isto está a ser sarcástico ou apenas a cumprir uma aposta feita na “universidade de verão” do psd….

  • ricardo cordeiro

    Este campelo magalhães será, certamente, mais um brilhantíssimo (???responsável??? da classe média???), aluno ´saído da douta sapiência professoral dos césares das neves e outros cavacos financeiros da novel business school “mão no peito” do “catolicismo” mais cinico e explorador dos tempos modernos. Como se vê nas contas do Prof. Carlos Paz, qualquer casal que em 45/50 anos de trabalho não tenha acumulado €500.000,00 é, pelas contas do brilhante consultor capelo “rego” de magalhães gente da classe MERDIA. Com professores daqueles e consultores destes, queremos que tipo de economia????

    • Ricardo Campelo de Magalhaes

      Que contas do Carlos Paz?

      • Ana Macedo

        Mas o senhor ainda não compreendeu a “enormidade” que escreveu?? Acredita mesmo nesse disparate ou escreveu sómente para gerar polémica??

      • Hugo Rico

        Lixo!

    • veradictum

      Parabéns sr. Ricardo Cordeiro. Comentário muito bom. Brilhante em especial a referência aos césares das neves e cavacos…rsrsrsrsrsrsrsrs. Pobres dos alunos que tiveram estes professores universitários, principalmente os que levam com o J. C. das Neves, conhecido beato/crente católico que, no domínio religioso vive ainda na idade média.

  • João Oliveira

    Matemática pura! Um casal com 2.000 de rendimento precisa de poupar a TOTALIDADE desse rendimento durante 21 anos para atingir a soma de 500.000. A TOTALIDADE! Consegue? Ensine, por favor.

    • Ricardo Campelo de Magalhaes

      Não. Na verdade nem metade. Mas independente dos valores, só lhe peço para fazer as suas contas.
      Estes números são a Bruma e daqui a uma semana já nem se lembra deles. Quanto às suas contas, se não as fizer, na reforma arrepender-se-á de não as ter feito.

      • João Oliveira

        Honestamente não sei fazer as contas de outra forma. E suspeito que, tirando um punhado de iluminados, ninguém as sabe fazer. Acredito que, como em outros comentários já aqui lidos, me iria falar de fórmulas de juros. Não conheço. Conheço apenas a ilusão que nos venderam há uns anos, de PPR que deveriam ser a garantia da reforma e ao fim de uma década não vejo que impacto os juros tiveram neles. As minhas contas são, por isso simples: sem contar com o incerto (juros), 21 anos dá 252 meses, a dividir pela meta dos 500 mil, dá 1984 euros por mês. Agora peço-lhe para publicar as suas contas, para eu perceber. E o meu problema não é só fazer contas do ponto de vista teórico, é mesmo conseguir poupar não metade, nem um terço, nem um quarto disso, depois de pagar a prestação da casa, o carro, a comida, a roupa, energia, comunicações, alguma cultura, uma semana ou duas de férias, os seguros, a saúde e educação dos filhos. Do ponto de vista prático, o artigo está a anos luz de qualquer realidade conhecida e é um insulto à inteligência das pessoas normais.

        • João Martins

          “Os juros compostos são a força mais poderosa do universo.” (Einstein)

          • Diogo Santos

            Tão poderosos que permitem-nos concluir o valor (possível e desejável) de poupança actual para uma família da classe média baseado em contas que prevêm a necessidade de poupança para no futuro essa família obter esse valor.

          • João Oliveira

            Qualquer Buda ou Jesus Cristo ou até Mariline Monroe contestaria, dizendo que a força mais poderosa do universo é o amor. LOL

      • João Oliveira

        Ensine, por favor. Faça lá as contas assim à vista de toda a gente, que eu estou a mais de meio da carreira, com 25 anos de contribuições e um salário sempre superior aos 1000 euros, nunca fui perdulário e estou muito longe da meta dos 500 mil. Muito longe.

      • Hugo Rico

        Estulto

      • João Oliveira

        Gostava mesmo de ver essas contas. Já que fez tão bem a demonstração de quanto é preciso para uma reforma tranquila, gostava de ver a mesma clareza a explicar como é que de mil euros mensais se chega a uma poupança de 500 mil em tempo útil.

  • Ana Paula Horta

    Este senhor ou não sabe fazer contas ou ainda não assimilou que, com o trabalho, ninguém enriquece.

  • Ruben Teixeira

    Vocês não entendem nada disto pá!!!
    Cambada de irresponsáveis!!
    Imaginemos que ganhamos em conjunto com as nossas companheiras/companheiros 2000 Euros por mês.
    30 anos X 12 meses = 360 meses
    360 meses X 2000 Euros = 720 mil Euros.
    Poupas 500 mil e sobram-te 220 mil Euros
    220mil / 360 meses = 611 Euros
    Vives com 611 Euros por mês durante 30 anos e conseguirás ter 500 mil Euros daqui a 30 anos.

    Só quem é irresponsável é que não consegue!!
    Seja Independente. Aforre!
    Estúpido!

    • Ricardo Campelo de Magalhaes

      Note-se que o gasto no empréstimo bancário é poupança.
      E que eu só falei do lado das necessidades, não de como o fazer.

      Curioso é que em 74 tantos poupavam e hoje ninguém consegue.
      Deve-se viver pior que em 1974.

      • João Oliveira

        Claro que poupavam, ninguém tinha carro, nem tv, nem férias, nem água canalizada ou eletricidade (ou até casa de banho), mais de metade da população não tinha despesas escolares de nenhum tipo, não se gastava em farmácia, usavam-se chás. Antes de 74 poupava-se até na comida, passando fome. Mas essa comparação faz algum sentido?

        • João Martins

          Quem quer faz, quem não quer arranja uma desculpa…

      • Ruben Teixeira

        É certo que antes de 74 se poupava mais. Onde é que se gastava dinheiro antes de 74? Não havia 3 ou 4 telemóveis por família, internet, tv por cabo, carros, férias não existiam, idas ao restaurante era quando o Rei fazia anos, etc. O nível de vida era inferior, mas com certeza havia mais poupança. Era normalíssimo apenas um dos elementos do casal trabalhar e conseguir sustentar a família. Isso hoje em dia é praticamente impossível.

  • JCP

    É incrivel como o Prof. Carlos Paz (deliberadamente) se esqueceu dos juros compostos na sua equacao!
    Nao é de admirar que com professores deste calibre e com esta fraca formação moral e tecnica tenhamos uma população bastante basica em termos financeiros. Foi a ter aulas com estes “doutores” que os banqueiros aprenderam a fazer contas…..

    • Miguel Cabrita

      Para essa sua conta precisaria de cerca de 610 euros por mês com um juro constante de 2,1% para poupar os 500 mil nesses termos. São juros que não existem há mais de dez anos nem virão a haver tão cedo. Mas para a conversa do juro composto teria de se acrescentar a conversa do deflactor e da inflação coisa que não lhe convém, não é?

  • Gonçalo Alegria

    Lembro a todos que ser consultor financeiro é dar umas palavras aqui e ali sobre como fugir a pagar impostos e fazer mais lucro poupando nos materiais. Tanto que na aritmética da finança deste senhor não entram imprevistos ou previstos. Estilo um azar como ficar com o pénis entalado no fecho das calças e ter de ser operado como me aconteceu. Por causa dessas e outras coisas do género (eu que nem gasto dinheiro com o entretenimento da cultura ie. Televisão, Polo Aquático e idas ao Colombo para comprar cabos HDMI) eu que até sou poupado, faço sopas em casa e isso, nunca terei 250000 euros, isto porque não acredito no amor, portanto não me vou casar, prefiro sinceramente um bocado de afecto aqui e ali a esse tipo de compromisso,

  • george

    Deve ser discípulo dum maluco da Lusófona…

  • bombeiropt

    Ricardo Campelo Magalhães, tenha educação e respeite estes cidadãos!
    Sabe que ofende a maior parte dos Portugueses, incluindo a classe media, chamando-os de “irresponsáveis” por não aforrarem 500 000€,…..??????
    A maior parte dos Portugueses são pobres é um facto e esses nem para o básico tem, mas também deveria saber que muita da classe media vive do que ganha, sobrando apenas uma pequena parte que aforra esses valores.
    Sugiro também que em vez de fazer projecções sobre quanto vão gastar, que as faça de forma como vão juntar esses 500 000€ durante a vida laboral.
    Talvez assim seja mais esclarecedor e honesto, em vez da sua tentativa deslavada de encobrir e esconder o que todos vêem, menos você!

  • Luis Vicente

    Gostava de ver o teu caixote do lixo!!!!

  • Daniel Teixeira

    se eu fosse patrão deste individuo despedía-o. que falta de educação.

    • João Martins

      Aqui o desafio é ser patrão de nós próprios, não ter créditos e lutar para não depender de outros para ter o dinheiro para sobreviver. Mas concordo, muitos preferem estar calmos sem alertas, até ao dia que estão enchacados em urina, numa cama, sem dinheiro, em nome de viver com “qualidade de vida”, a colocar as culpas nos políticos, nos jornalistas, etc…

  • JR

    o iluminado a gozar-nos

  • JR

    os que se dizem “jornalistas” ou “comentadores” são os mercenários, bem pagos pelos patrões, pelos grandes capitalistas, pelos ladrões do povo

  • carlos serio

    TóTó.

  • lucia costa

    Vou partir do principio que é uma peça humoristica. Haha! O moço tem sentido de humor!

  • Nuno Pinto

    Ele têm toda a razão, esta gente da classe média que consegue acumular 500.000 euros é a mesma que foge descaradamente aos impostos e declara um miserável salário de 500€ (como o qual a maior parte dos portugueses tenta sobreviver) enquanto passeia alegremente em carros de luxo, faz férias nos paraísos distantes e come todos os dias fora, tirando os dias em que a empregada (que nem deve ganhar 500€) faz o almoço.

  • Pedro Silveira Malheiro

    Ricardo Campelo Magalhães, você, das duas uma, ou vive num outro País, Utopico, num outro qualquer lugar do Universo conhecido, ou então é uma Real Cavalgadura!
    Senti-me ofendido, ultrajado, insultado!
    Espero que a sua carreira lhe seja inversamente proporcional á sua idiotice!

  • Maria Virgínia Machado

    Valha-me Santo Ambrósio! Onde é que você vive homem? Tem alguma mina de ouro? É absolutamente impossível um casal que ganhe 1000 € cada, que compre uma casa, um carro modesto, que pague as despesas correntes da habitação e que tenha filhos para educar conseguir chegar à idade da reforma com 500.000 €. Já agora estude também como funciona a Segurança Social e verificará que a pensão não será para uma carreira contribuitiva completa de 500€. E não se esqueça do IMI, do IRS e todos os impostos indirectos que vamos pagando. Olhe que para Consultor Financeiro eu não lhe confiava as minhas parcas poupanças.

  • Joaquim Mendes

    Tenho a 4ª classe mas também tenho uma teoria de como chegar aos 500.000€ .
    Não é melhor nem pior – é diferente!
    O JE pode contribuir para a minha reforma fazendo um donativo.

  • João Oliveira

    Só acho triste como um jornal dá voz a qualquer um para dizer o que lhe passa pela cabeça…

  • José Quitério

    Artigo absolutamente indigente.
    Como é que o autor acha que um casal a ganhar 2000 €/mês pode, durante mais de 40 anos, poupar em média 1000 €/mês?

  • Alfredo Ireneu Mota

    Eu, por acaso, já vou em três milhões, mas comecei a poupar já há quatro reencarnações… o que vos digo é que é uma chatice, passo a vida a ter que cambiar o dinheiro, vamos lá ver se nesta vida ainda vou ter que converter os euros noutra futura moeda qualquer…

  • Shin

    Diz que 1000€ é o salário médio, mas é médio por ser o que a maioria recebe ou pelo que a minoria distorce?

    • João Martins

      É bastante digno lutarmos como sociedade para melhorar as condições do país. O alerta é que ao mesmo tempo tempos de fazer as nossas contas e perguntar se vamos estar como queremos quando estivermos reformados. Se as previsões não forem boas, pensar no que é possível fazer.

  • Anabela Fernandes da Silva Sér

    Este “senhor” que leve para casa um salário de 800 euros (sim, hoje é difícil arranjar um emprego que pague limpos 1000 €) e que a desgraçada da esposa (caso a tenha) leve a mesma quantia. Mesmo que não tenha que pagar renda de casa ou o empréstimo ao banco, terá com certeza, de se alimentar, pagar água, luz, gás e ou transportes públicos ou gasolina. SR Ricardo Campelo Magalhães, estudou matemática na escola? se é economista deveria ter estudado mas, pelo que li, parece que se esqueceu que há uma coisa chamada “subtracção” que é o que se aplica neste caso. Se este casal tiver um filho, como é que vai pagar todas as despesas inerentes à saúde, educação e necessidades básicas da criança? Por isso subtraia ainda aos 1600€ que este casal leva para casa essas despesas. O “senhor” conseguia poupar algum cêntimo?
    Desculpe mas é um ignorante em relação ao que se passa com os salários em Portugal. Provavelmente o seu será acima de uns 3 ou 4000€ e deve viver sozinho. Assim talvez consiga poupar para a sua velhice, porque senil já está.

  • Cátia Borges

    E este senhor é pago para fazer notícias que são lixo e sem qualquer fundamento…

  • Luís Pedroso

    parece que o iluminado autor desta peça se deu ao trabalho de responder a quase todos os comentários – o que é louvável, reconheça-se. mas os argumentos só confirmam o que a peça já mostrava. ou um caso estranho de autismo, ou um caso de viver em casa dos país e ter zero de despesa em casa, carro, supermercado, água-luz-gás-comunicações-condomínio. e claro que filhos nem pensar. “em 1974 poupava-se agora não”. não se enxerga. vive num mundo àparte. um casal com um filho com esses salários mesmo sem luxos nenhuns, sem ir ao cinema ou teatro ou exposições, sem fazer férias fora de casa e a viver da linha branca do pingo doce, carne e peixe do mais barato, não poupa 500 cada um. nem sequer 100 cada um. ah, sr, rcm, em 1974 se metesse uns bons cobres no banco eles rendiam bastantes juros. agora ainda temos que pagar para o dinheiro lá estar.

    • João Martins

      Concordando ou não com a forma de obter os 500 mil euros, consegue concordar que confiar na reforma do estado poderá resultar viver em condições miseráveis?

  • Ana Macedo

    Este texto só pode ser sarcástico ou a espécie de ser humano que o escreveu vive em outro planeta…. Caso a intenção seja a de escrever um texto sério, então este jornal deveria fechar as portas a cadeado!

  • Ana Macedo

    Já ouvi falar de cartas de condução que saem como brinde na Farinha Amparo mas, últimamente, pelos vistos, o brinde passou a ser um curso de Economia”.

  • Paulo Carvalho
  • Jorge Macedo

    Ricardo Magalhães, após ler e reler o seu artigo atentamente só tenho um sugestão a dar-lhe:
    Ponha um pouco mais de tabaco naquilo…

  • Cdu Miragaia

    Com “consultores financeiros” deste calibre, não admira tanta falência…

  • Jorge Mmr Cabral

    Este editorial é um insulto a um povo que tem de ordenado médio per capita 700 euros, que tem uma taxa de desemprego de dois dígitos e que tem um universo de pensionistas maioritariamente com pensões na ordem dos 300 euros. Num meio de comunicação com o mínimo de decência este ANORMAL estaria já na fila dos desempregados mas como deve ser mais um primo do primo, ou filho do ladrão tal, ou ainda afilhado do corrupto tantos, permanece de pedra e cal apesar destas barbaridades insultuosas.

  • WannaFight?DamnYou!

    Palavra de honra que isto parece saído do Jovem Conservador de Direita. É sempre bonito ver um “economista” dar lições de moral a quem trabalhou toda uma vida a troco de amendoins. Naquela, só para tentar espetar um corno na esquerda. Sim, porque a esquerda é a culpada de tudo isto. Ganhar vergonha no focinho é que está quieto.

  • Carlos Marques

    Sinto-me na obrigação de defender o autor e vou argumentar nos cálculos… Para uma pessoa (sim porque nem todos são casais e muito menos começam a trabalhar depois de casar) ter 1/4 de milhão de poupança (casal meio milhão então proporção, 1/4 de milhão) Tem de poupar 520€ mês, se levarmos 1000€ mensais (não vou estar a descontar impostos porque é uma chatice de contas, vamos só dizer que levamos 1000€ mês e somos de classe média) sobra-nos 480€ mês. Caso optemos por nunca comprar casa e arrendar um apartamentozeco por 300€ mensais, se nunca comprar-mos carro e andar sempre de transportes públicos com um passe por 75€ mensais, se comermos nas cantinas uma só refeição por dia de 4 € dá 120€. Tudo junto dá 475€ o que significa que todos os meses iremos juntar 5€ extra!! ou seja 2400€ ao final de 40 anos! Claro que teremos de abdicar de ter filhos, ter amigos, ter telemóvel, internet, televisão, luz, água, gás e sem adoecer e sem imprevistos nenhuns. É completamente ridículo que um casal sem filhos, sem sair, sem ajudar familiares, sem luz, sem água, sem segurança, sem hobbies não tenha meio milhão!

  • Miguel Madeira

    Se percebi, no fundo o que o autor está a dizer é que, daqui a 20 anos, um casal de classe média precisará, quando se reformar, de ter, aos preços da 2036, 500.000 euros. Talvez não seja totalmente disparatado, mas acaba por ser pouco relevante para o que se está a discutir (que é que se quem tem 500.000 euros, aos preços atuais, é rico)

    • Diogo Santos

      Miguel, o problema não é com as contas, é tão-só esse. O artigo pressupõe que está a concluir aquilo que não é a conclusão que se segue das suas premissas. De tal modo o faz que a reacção da maior parte das pessoas tem sido de estupefacção pela conclusão. Mas as contas no artigo não suportam a conclusão de que 500.000 euros, actualmente, não seja para indivíduo rico. A absurdez resulta em fazer-se cálculos para quanto poupando hoje é necessário para elementos da classe média chegarem a esse valor no futuro e daí querer concluir que hoje a classe média, se não tem, poderia ter 500.000 euros “facilmente”. Gosto em particular da comparação repetida que o autor em resposta a comentários faz com o nível de poupança de 74, sem qualquer tipo de cuidado em perceber as causas desse nível na altura. Tudo muito pouco científico.

  • Claudio Simoes

    Isto é uma boa ilustração do motivo pelo qual os Governos tomam as medidas que temos visto. Não têm a mínima noção da realidade, do que é viver no Portugal real. São todos uns lúdicos que vivem às custas do erário público e pensam que o resto do país faz o mesmo.
    De certeza que este senhor vive em casa dos papás, como pessoa “responsável” que é, não tem filhos em idade escolar, e vai buscar a roupa dele à Cruz Vermelha. Como qualquer casal “responsável” deve fazer, segundo a ideia dele.
    Às vezes as pessoas deviam ponderam bem se não deveriam ficar caladinhos, em casa, a jogar Super Mário, em vez de debitar barbaridades destas.

  • Hugo Rico

    Que grande besta que este merdas é…

  • Sérgio Miguel Vieira

    “Seja independente. Aforre. 500.000 euros não é uma fortuna”.
    A distorção da percepção da realidade é gritante. É quase como nos filmes medievais – os “reis” (fruto da descendência) que não passaram pelo campo de batalha entram sempre em confito de ideias com os “líderes” que deram o exemplo e sofreram no campo de batalha. Estes últimos sabem o que custa ganhar e batalhar por algo. Certo dia, em Frankfurt – ouvi uma senhora Portuguesa exclamar; “Portugal é liderado por gente mediocre”. E sinceramente a expressão diz tudo.

  • João Carrasco

    Já agora Sr. Consultor está a falar de 500.000€ a preços correntes ou constantes?

  • Ricardo Germano

    Como “consultor financeiro” este “Ricardo” é uma nódoa…

  • Joaquim Ribeiro

    Como é que estes gajos não sabem fazer contas? Para juntar 500 mil euros um casal tinha de meter de parte uns 1.200 euros por mês durante toda a vida de trabalho. Para isso cada um tinha de ter um salário superior a 2.000 euros. Se ele diz que na velhice vão ter uma “parca reforma”, é porque o salário nunca foi superior a 800 euros. E um casal que ganha 800 euros cada um, dá 1.600 euros por mês e se meter 1.200 por mês de parte tem de viver com apenas 400 euros… E assim se desmonta este argumento idiota.

  • Ana

    Ah Ah Ah….. Ah Ah Ah…. Jornalismo de primeira. Ou melhor pensamento de… merd…. E deixa-me dizer mais uma vez Ah Ah Ah

  • LG

    E quem é que falou em distribuir poupanças? Taxar é bem diferente de distribuir! E afinal, a classe média são os remediados ou os que têm poupanças de 500 mil euros? É que o texto encerra esta contradição, logo no primeiro parágrafo! Parece ser apenas mais um artigo que prova que estes “especialistas” vivem numa redoma e não no mesmo mundo da verdadeira classe média. Da média baixa ou só baixa nem se fala, mas enfim, já todos vimos torres mais altas cairem!

  • Manuel
  • Rui Pereira

    Tenho pena das pessoas que ‘consultam financeiramente’ este senhor…

  • Manuel

    poupar o quê, onde com quem? Em fundos de investimento, e asseguradoras que não asseguram nada e mamam? Em bancos? Acho que com esta ultima crise, já vimos o limite, para não dizer a farsa e insegurança desta ilusão, que mais parece um sistema piramidal…Os meus investimentos, a minha reforma se tiver 500000 ou atè menos, consigo-a fazer sem ajuda ou roubo de sansugas que não produzem nada…

  • Antonio Silva

    Isto não é um artigo de opinião. É uma imbecibilidade completa de um senhor chamado Ricardo Camêlo. Não tem um pingo de vergonha na cara e, no fundo está a passar um atestado de menoridade moral e intlectual a nove milhões e quinhentos mil portugueses. É preciso ser muito burro e demente para “botar” no papel o que devia vomitar na sanita.

  • Miguel Madeira

    As minhas contas alternativas (vamos lá ver se deixa passar o link) – um casal responsável da classe média (assumindo que a segurança social pagará metade do que recebiam enquanto trabalhavam) precisa de poupar uns 130 mil euros:

    http://ventosueste.blogspot.pt/2016/10/ainda-o-casal-que-poupa-500000-euros.html

  • Rui Pereira

    Este texto cómico até nem o seria caso retratasse a vida real. No entanto, o autor vive um mundo inexistente, ou num mundo formatado à medida das suas palavras (ou à medida das palavras nas quais inspira as suas). Sinceramente, o que mais me choca é, aparentemente, existir tanta gente por esse país fora que não tem a mínima noção do que é realmente viver ou, na maioria dos casos, sobreviver, com os rendimentos e gastos na vida quotidiana. No entanto, na minha opinião este texto só não é insulta todas essas pessoas porque o conteúdo é demasiado básico e desconjuntado. Tão pouco credível nos exemplos utilizados que sinto mais vontade de rir do que de me indignar. O autor deste texto deve cuidar das diferenças entre escrever no blog insurgente, onde aplaudido de pé, sente o seu ego devidamente aconchegado, e escrever num jornal onde, mais exposto à crítica, deverá aprender a conviver com ela, mesmo que essa crítica seja tão insultuosa como insultuoso é, na opinião de alguns leitores, aquilo que escreve.

  • xiaminga

    Este tipo não tem culpa de ser parvo,,,Parvo é quem o deixa escrever no Jornal Económico!

  • Vitor Afonso

    Diga-me por favor de onde veio está ave rara?! Não compreendo como alguma imprensa dá guarida a idiotas como este. Não fosse a importância do tema em análise (Sigilo Bancário e sobretaxa no IMI)’, daria vontade de rir às gargalhadas. Onde vive este sabujo? Em que País? Ou será que nasceu afortunado e nem sequer pertence à dita classe média. Sim porque ser da classe média não permite acumular poupança desta ordem de valor em 40 anos de trabalho. Muito longe disso. Isso implicaria não ter casa, carro e provavelmente nem educar e formar os filhos. Talvez na Europa Central e do Norte seja possivel. E incrível a ignorância atrevida de alguns pseudos especialistas ou jornalista de vão de escada. Haja vergonha, decência e acima de tudo respeito por quem trabalha e ganha um salário médio de 800€ . Este sujeito vive apenas na sua realidade…esquece a realidade do País e dos salários da maioria dos Portugueses.

  • João Eduardo Macías

    Como é que pessoas que a ganhar 500 ou 1000€, e com o custo médio de vida em Portugal, em cujos referidos valores mensalmente mal chegam para cobrir as despesas normais, poderão alguma vez poupar 500 000€? Gostava que este garoto me explicasse.

    Ou a moda agora nos jornais é lançar devaneios ao ar, desprovidos de qualquer substância real? Ainda mais num Jornal dito Económico. Isto deve ser a coluna humorística.

    E quem é esta gente que é paga para escrever estas coisas, já agora?

  • Luís Duarte

    O meu amigo tem toda a razão e a minha família é a prova viva disso, já que eu e a minha esposa temos vencimentos que rondam os 1000€ e já começámos a poupar. Funciona mesmo, palavra de honra! Só temos que deixar de comer, beber, vestir, viver debaixo da ponte, andar sempre a pé e negligenciar os cuidados ao nosso filho. Muito obrigado pelo seu texto, esta gentalha precisa de abrir os olhos!

  • estravanca

    Actualmente vale tudo. os jornais devem ter um mercado de jornalistas onde recorrer… todos os dias aparece um a dizer uma asneira para justificar aquilo que é injustificável. Normalmente são indivíduos que não sabem avaliar a realidade e escrevem umas asneiras a ver se os que lêem estão distraídos. Miséria franciscana!

  • Isabel Pedrosa Branco Pires

    Acredite sr Ricardo que estou a chorar a rir, é mesmo cómico, sempre que a vida não me correr bem vou ler o que escreve, é tão engraçado. Fico à espera do próximo artigo. Felicidades e inspire-se.

  • Daniel Baptista

    Ricardo Campelo de Magalhaes, estou num misto de incrédulo divertido. Não sei se está a seguir os conselhos do Dr. Jovem Conservador de Direita, ou se é mesmo genuíno o que escreve.
    De qualquer modo preciso da sua ajuda, eu e a minha mulher, temos um ordenado de 1000€ (líquidos) cada, mesmo na mouche.
    Temos um carrito com 10 aninhos já pago, com a ajuda da minha avó, tão querida, que Deus a tenha, mas pagamos o seguro deste nosso Fiat Punto que é aproximadamente 250€ por ano, também pagamos a leviendade de ter uma habitação na Amadora, quase quase em Benfica, mas ainda na Amadora, esta casa está hipotecada na CGD, e ainda devemos 95.843,58€, com uma prestação mensal de 348€.
    Água 17€, eletricidade e gás 79€, condomínio do prédio 75€ tudo isto por mês.
    Temos um estúpido hábito de ter refeições e de nos vestirmos, mas compramos tudo no Continente, por causa das promoções em cartão, com isto gastamos por mês 630€.
    Para nos deslocarmos para o nosso local de trabalho, vamos de transportes públicos, e com isso lá vão 48,40€ vezes dois.
    Agora vem a nossa Tatiana Maria, com os seus 9 anitos, já está na Escola Secundária Fernando Namora, ela aplica-se muito, é uma boa aluna, os livros que a petiz tem de levar para escola custam 258€ por ano letivo mais coisa menos coisa.
    Áh também temos de a vestir e alimentar, nada que um bolicau e um bibe para esconder o coçado dos cotovelos e os pequenos buraquinhos não disfarcem, aliás quando for para a faculdade também vai usar a capa, e sempre tapa tudo.
    Resumindo que já vai longa a prosa, temos 2000€ por mês e ficamos aproximadamente com 712€ isto se não vier o Diabo tecer alguma.
    712€ menos a internet com telefone e TV que dá menos 30€ por mês, nem telemóvel temos, para poupar, mas isto dá 682€ mensais de aforro. Como estamos com 33 primaveras eu e a minha mulher querida 32, como a nossa esperança de vida vai até aos 80 ainda temos 270.072€ para gastar depois dos 66 anos que será data da reforma, ou seja nos últimos 14 anos da nossa vida de poupanças.
    Isto tudo com os gastos de hoje, que quando a Tati estiver na faculdade, upa upa.
    Por favor ajude-nos a melhorar a forma de aforro.
    Obrigado.

  • Mario Silva

    O que andam por ai a dar aos vossos colaboradores? O homem já está todo queimadinho…mas este exemplo que dá sobrevive sem gastar ordenado? E os impostos? Ah…devem de ser génios como o Trump e conseguem evitar pagar! Fantástico Melga! Esta página humorística é espetacular! Já me fartei de rir! È um jornal?!?! Não é nada!

  • Jaqueline

    Consegue se herdou casa pronta a habitar e alguns ha de eucaliptos… nessa situação pode até poupar bastante mais ….

  • Maria Ivone Melo Ferreira

    Ahahahahahahahahah, já tenho cãimbras de tanto me rir ! ahahahaha!!!!!! numa vida inteira quantos ganharam 500.000 euros???? Tanta parvoíce e falta de vergonha. mas porque me dá, de vez em quando, para ler jornais nacionais ?!

  • Helga Guerreiro

    Tenho apenas a acrescentar ao comentário do Sr. Carlos Paz que o autor assume nas contas da necessidade de capital que este casal tão inteligente em fazer poupanças mágicas de + de 50% do rendimento com 2ks mensais, não é capaz de investir o dinheiro durante os 14 anos em que usufrui dele…
    Se o dinheiro estiver investido, rende e se rende o total da necessidade de capital é certamente inferior a 500ks.

  • Jorge Castro

    Consultor financeiro !??!? ia à falência!! vai te catar

  • Ricardo Gigante

    O nível de estupidez deste artigo é abissal…

  • Michel K

    Mais um sujeiteco que não sabe fazer contas e vive num universo paralelo. Next.

  • Gaby Cat

    Isto é muito bonito mas é cantado….façam as contas a um ordenado médio que hoje ronda os 1000 euros (embora cada vez mais seja o ordenado minimo), acrescentem-lhes as despesas comuns a uma casa de família, água, luz, alimentação, passes, almoços, rendas de casa, prestação do carro, gasolina, escolas, etc….e resta-lhe quanto para aferrolhar? As contas apresentadas só dão certo com ordenados chorudos, ou quem viva à conta de terceiros não contribuindo para despesas nenhumas e sendo poupadinhos com o seu ordenado. O que vale é que quem dá o litro sabe distinguir ricos, de remediados e de ricos e quem poupa 500.000 € não é propriamente remediado.

  • Matrix

    se falares em 350 mil euros incluindo o património imobiliário do casal , acho razoável , mas um casal fazer um pé de meia de 500 mil euros de poupança num banco, é para poucos os felizardos .

  • Pingback: Fortunas | Ricardo Campelo de Magalhães()

  • MR Roman

    VOCÊ PRECISA DE UM EMPRÉSTIMO PARA UM BOM NEGÓCIO? Ou você precisa de um empréstimo para pagar suas contas contador via (ukhomeloanfund@gmail.com) para obter mais informações sobre o empréstimo ok

  • MR Roman

    Aplicar
    para um empréstimo rápido e conveniente para pagar as contas e iniciar
    um novo negócio ou re-financiar seus projetos a uma taxa de juros mais
    barato de 3%. Entre em contato conosco hoje via:
    ukhomeloanfund@gmail.com com o montante do empréstimo necessário como
    nossa oferta mínima de empréstimo é 1.000,00 para qualquer escolha do
    montante do empréstimo. Somos um legítimo credor registrado e certificado. Você
    pode entrar em contato conosco hoje via e-mail para resposta rápida
    (ukhomeloanfund@gmail.com), se você estiver interessado em obter este
    empréstimo, entre em contato conosco para obter mais informações sobre o
    processo de empréstimo, o processo de como os termos e condições do
    empréstimo e como O empréstimo será transferido para você. Preciso da sua resposta urgente se estiver interessado.