Finlândia perspetiva Brexit: “Será tão doloroso que ninguém vai querer passar pelo mesmo”

O ministro das Finanças finlandês, Petteri Orpo, considera que a saída do Reino Unido da União Europeia abrirá um precedente que "ninguém vai querer seguir".

Paul Hackett/Reuters

Apontado como o próximo país a deixar a União Europeia (UE) depois do Reino Unido, a Finlândia vem agora dizer que o Brexit será de tal forma “doloroso”, em termos económicos, que em vez de servir de exemplo para novas saídas, funcionará como um desincentivo para os restantes 27 Estados-membros. O ministro das Finanças finlandês, Petteri Orpo, considera que o Brexit veio reforçar a relação dos Estados-membros com a UE e a sua intenção em permanecerem unidos.

Numa entrevista à agência Bloomberg, Petteri Orpo defende que a saída do Reino Unido da União Europeia que “este divórcio, depois de 40 anos de casamento, será tão doloroso que ninguém vai querer passar pelo mesmo”. “Acredito que será um precedente que ninguém vai querer seguir”, reitera.

Petteri Orpo prevê que com a saída do Reino Unido, a União Europeia a 27 fique reforçada e “se esse espírito de determinação permanecer, levará a Europa para a frente”. O ministro finlandês não acredita num “abrandamento do desenvolvimento da UE por causa do Brexit” e que, em sentido inverso, este estimulará o esforço coletivo para fazer frente à crise europeia.

A Finlândia aderiu à UE em 1995 e até agora foi o único país nórdico a fazê-lo. Depois do referendo de 23 de junho do ano passado ter dado vitória ao Brexit, no Reino Unido, a possibilidade de a Finlândia vir a abandonar também a União Europeia chegou mesmo a ser discutida no Parlamento, mas não chegou a avançar.

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