Financiamento à reabilitação já começou a ser distribuído

Os projetos são maioritariamente de empresas e na área do turismo. Os de habitação são para arrendamento e comercialização.

Cristina Bernardo

Estão abertas as linhas de crédito ao IFRRU 2020 – Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas, com fontes de financiamento, (fundos europeus do Portugal 2020, fundos provenientes do Banco Europeu de Investimento, Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa e fundos da banca comercial) em cerca de 1.400 milhões de euros, dos quais 703 milhões de fundos públicos.

Santander Totta, BPI, Millennium BCP são as instituições responsáveis pela distribuição da linha de crédito. O primeiro projeto de reabilitação, realizado no âmbito do programa vai ser financiado pelo Santander Totta. Trata-se da reabilitação integral de um edifício localizado na freguesia de Santa Maria Maior, no Funchal, e vai custar 645 mil euros.

O Santander tem 713 milhões de euros para comercializar, 53% do valor disponível no mercado. Segundo informação fornecida pela instituição bancária, neste momento tem mais de 100 operações em análise e a adesão tem sido crescente. Contudo, revela que ainda há algum trabalho a fazer na promoção deste instrumento e das suas vantagens. “Temos algumas operações que são colocadas no Banco como projetos de investimento, as quais depois, uma vez conhecidas as vantagens do financiamento do IFRRU, transitam para este programa. No entanto, acreditamos que quer pela via das câmaras municipais quer pelo maior conhecimento dos nossos clientes e dos nossos comerciais o produto será um sucesso. Para o cliente, a taxa de juro fica cerca de metade da taxa de um financiamento equivalente e com maior prazo (até 20 anos)”, refere.

O Santander Totta adianta ainda que os projetos são maioritariamente de empresas e na área do turismo, ou habitação para rendimento (arrendamento) e para venda. Em quase todos os concelhos existem projetos em análise mas a maior concentração está em Lisboa, Porto, Vila Nova de Gaia, Funchal, Aveiro e Coimbra.

Também o BPI revela que os projetos que chegam ao banco são sobretudo para a Hotelaria e Atividades de Turismo. “Os promotores são essencialmente empresas”, revela fonte do banco. Também a maior concentração dos pedidos reside nos principais agregados urbanos (Grande Lisboa e Porto, Braga, Coimbra).

O BPI que tem 372 milhões de euros para comercializar revela que espera atingir um montante próximo de 100 milhões de financiamento até ao final deste ano.




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