Finanças nega que tenha demorado seis meses até desbloquear obras na Ponte 25 de Abril

O Governo reforça em comunicado que a "Lei do Orçamento do Estado para 2018 previa já os montantes necessários à intervenção na Ponte 25 de Abril, no quadro do calendário de manutenção regular e plurianual previamente estabelecido".

Cristina Bernardo

Em comunicado o Ministério das Finanças “esclarece que a autorização das obras de manutenção da Ponte 25 de Abril não tardou os seis meses que têm sido referidos pela comunicação social”.

O comunicado responde às notícias que o Governo demorou seis meses para libertar verbas necessárias à intervenção na Ponte sobre o Tejo.

Hoje o  presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), António Laranjo, em conferência de imprensa na sede da empresa, em Almada disse que o Ministério das Finanças demorou cerca de seis meses a autorizar a obra de reparação da Ponte 25 de Abril, “mas já o fez”, segundo a IP, que garante avançar com o concurso este mês, segundo a Lusa.

“Não estamos [à espera]. Temos autorização para lançar os concursos já que, de outra forma, não poderíamos lançá-los”, disse o presidente da IP. O responsável notou que toda a programação da obra “é feita com o Ministério das Finanças e com a secretaria de Estado [das Finanças]”, sendo esta a única forma de “avançar com os concursos”, avançou a Lusa.

Os jornais dizem que há vários meses que o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas aguardava a libertação de 20 milhões de euros pelo Ministério das Finanças. As verbas destinavam-se às obras na Ponte 25 de Abril e foram finalmente libertadas.

O anúncio da realização das obras surgiu na véspera da publicação de um artigo da Visão que denunciava que a ponte precisava de obras urgentes na estrutura e acessos Norte da ponte.

O Governo reforça em comunicado que a “Lei do Orçamento do Estado para 2018 previa já os montantes necessários à intervenção na Ponte 25 de Abril, no quadro do calendário de manutenção regular e plurianual previamente estabelecido”.

No comunicado o Ministério diz que “recentemente, dois relatórios, um de Janeiro de 2018 (realizado pelo Instituto de Soldadura e Qualidade) e outro de Fevereiro de 2018 (realizado pelo LNEC), indicaram a necessidade de realização de obras a curto prazo, confirmando a programação previamente definida pela Infraestruturas de Portugal”. E que “face à urgência identificada nesses relatórios, o Ministério das Finanças aprovou prontamente as respetivas portarias de extensão de encargos”.

Mas o LNEC já veio garantir que a Ponte 25 de Abril “está e estará segura”. O presidente do conselho diretivo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Carlos Pina, garantiu hoje que a Ponte 25 de Abril “está e estará segura”, explicando que não existe perigo para os utentes, avança a Lusa

Carlos Pina, que falava aos jornalistas no LNEC, em Lisboa, disse que o relatório foi pedido ao laboratório para identificar as anomalias da infraestrutura.

O mesmo responsável referiu que está previsto que as obras decorram durante dois anos e que durante esse período não existe perigo para os utentes da Ponte 25 de Abril, explicando que está afastada a ideia de interdição da circulação de veículos pesados na ponte, o que só poderia acontecer caso a situação se agravasse, escreve a Lusa.

O Observador noticiou que a necessidade de uma intervenção profunda a nível de manutenção foi identificada em 2016, na sequência do trabalho contínuo de monitorização feito pela Infraestrutruturas de Portugal em permanente colaboração com o Laboratório Nacional de Engenharia Ciivil (LNEC) e o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ). E que o projeto estava previsto no plano de atividades da empresa pública e foi entregue ao Governo em 2017 com a indicação de que a intervenção era prioritária.




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