Filial espanhola da CGD atrai interesse de 15 entidades. BCP e Lone Star estão na corrida

De acordo com as fontes financeiras, pelo menos o BCP, a Lone Star (dona do Novo Banco), o Abanca, o EVO Banco/Apollo, o Liberbank, a Kutxabank e a Unicaja já levantaram o memorando de informação.

Cristina Bernardo

As empresas em causa subscreveram o acordo de confidencialidade (‘confidenciality agreement’) do memorando de informação que descreve de forma detalhada a situação financeira do Banco Caixa Geral posto à venda há algumas semanas.

As mesmas fontes explicaram à agência Lusa que as “entidades” que pretenderem continuar no processo de venda têm até 19 de março para apresentarem uma proposta não vinculativa (‘non biding offer’) de compra da filial espanhola da CGD.

A Société Générale e o CaixaBI (banco de investimento da CGD) são os assessores financeiros da operação e lideram o processo de alienação do Banco Caixa Geral.

De acordo com as fontes financeiras, pelo menos o BCP, a Lone Star (dona do Novo Banco), o Abanca, o EVO Banco/Apollo, o Liberbank, a Kutxabank e a Unicaja já levantaram o memorando de informação.

O Governo português aprovou em 20 de dezembro último a venda das filiais da CGD em Espanha (Banco Caixa Geral), África do Sul (Mercantile Bank Holdings Limited) e Brasil (Banco Caixa Geral — Brasil).

Lisboa definiu na altura que os processos de alienação serão “feitos por via da transmissão da totalidade ou parte das ações representativas das participações sociais detidas pela CGD no capital social de cada uma das sociedades referidas, na modalidade de venda direta a um ou mais investidores”.

A administração da CGD comprometeu-se junto da Comissão Europeia a abandonar estes três mercados, no âmbito da capitalização estatal de 3,9 mil milhões de euros.

O Banco Caixa Geral teve lucros de 12,8 milhões de euros no primeiro semestre de 2017, um aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior, apresentando resultados positivos pelo sétimo semestre consecutivo.

A rentabilidade da filial medida através do ROE (taxa de retorno sobre o património) subiu de 4,39% no primeiro semestre de 2016 para 5,22% em igual período de 2017.

O banco, que no exercício de 2016 apresentou lucros de 25,4 milhões de euros, tem mais de 500 empregados e uma rede comercial de 110 balcões concentrados nas comunidades autónomas espanholas da Extremadura, Galiza e Madrid.




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