FIFA pede às televisões para não filmarem adeptas ‘atraentes’

O organismo que regula o futebol quer acabar com aquilo a que chama sexismo nas transmissões televisivas. Pela igualdade de género, diz o responsável do organismo pela matéria.

REUTERS/Stefan Wermuth

O politicamente correto volta a atacar em força: a FIFA, organismo que devia preocupar-se com o futebol – e também os desmazelos financeiros que parte dos seus dirigentes vão praticando ao longo do tempo – decidiu ordenar às televisões que deixem de exibir imagens de mulheres atraentes que se encontrem nas bancadas dos estádios de futebol.

Sem esclarecer se o próximo passo será ou não o de proibir determinadas indumentárias nos espaços onde se joga futebol, a FIFA também não terá sido explícita – pelo menos as notícias difundidas pelas agências noticiosas não o referem – em relação ao que deve ou não considerar-se uma mulher atraente. Terá a ver com a constituição física? Com a roupa que enverga? Com um misto das duas? Com a eventualidade de estar a dançar? Por ter gestos de carinho para com quem estiver por perto? Ninguém sabe.

O que também não se sabe é quem será, a partir de agora, o prevaricador se as imagens proibidas voltarem a aparecer: o cameraman, o diretor de programas, o realizador, o Estado (se for caso de a televisão pública ser o principal acionista), os acionistas (se for uma empresa pública? Fica também por saber-se se a FIFA vai avançar – ou já avançou – com sanções: multas, cortes de emissões, por aí.

Esta decisão, burlesca e difícil de definir no quadro daquilo que se chama a civilização ocidental, surge na sequência, diz a entidade responsável por aquele desporto, depois de o organismo ter recebido 30 queixas de sexismo apresentadas durante o Mundial.

Partindo do facto de a final do mundial de 2014 ter sido vista por mil milhões de pessoas (números oficiais), as 30 queixas representam 0,000003% desse universo. É certo que a conta não está bem feita: a percentagem devia ser calculada a partir do número total de espectadores de todos os jogos que decorreram até agora, mas fica a ideia da ordem de grandeza!

Segundo uma das agências que difunde a notícia, a decisão é “um claro combate à desigualdade entre géneros”. Estranha forma de combate esta, que Federico Addiechi, diretor responsável pela diversidade da FIFA, decidiu empreender.

Refira-se ainda que, segundo a FIFA, algumas repórteres foram vítimas de assédio durante a competição disputada na Rússia. Talvez que se as imagens deixarem de captar mulheres atraentes, as repórteres deixem de ser assediadas, mas há esclarecidas dúvidas sobre a relação de causa e efeito entre as duas coisas.

Federico Addiechi garantiu ainda que a ordem será mantida não apenas na final deste torneio mas também em outros eventos organizadas pela FIFA. Ainda bem,

Para além de ter apresentado esta solução, o organismo máximo do futebol mundial prometeu ainda pensar em mais soluções para esta luta contra a desigualdade. Uma delas será, por exemplo, não permitir a captação de imagens de mulheres que não sejam atraentes, não vá a FIFA contribuir para a desigualdade dentro do mesmo género.




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