Falhas de comunicação no SIRESP só serão revistas após fase crítica de incêndios

O estudo encomendado pelo Governo às fragilidades do sistema só deverá estar concluído em finais de setembro, quando o risco de incêndios entra numa fase mais calma (fim da fase Charlie e início da fase Delta).

O sistema de comunicação de emergência, SIRESP, cujas falhas têm estado debaixo de fogo, só será revisto em setembro, após o período crítico de incêndios em Portugal, avança o ‘Jornal de Notícias’. O estudo encomendado pelo Governo às fragilidades do sistema só deverá estar concluído em finais de setembro, quando o risco de incêndios entra numa fase mais calma (fim da fase Charlie e início da fase Delta).

Depois de ter voltado a falhar no incêndio de Alijó, tal como já tinha acontecido em Pedrógão Grande, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) está a preparar um relatório para o Ministério da Administração Interna sobre a situação vivida durante o incêndio. No entanto, o Governo apenas poderá tomar medidas mais concretas depois de um outro estudo encomendado ao Instituto de Telecomunicações.

A primeira parte do estudo debruça-se sobre as falhas do serviço durante o incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande e deverá estar concluído na primeira semana de agosto. Já a última parte, “mais alargada”, apenas será entregue nos finais de setembro, altura em que o risco de incêndio é menor.

As primeiras falhas no serviço foram reportadas em 2008, em Santarém, pelo comandante da Proteção Civil, Gil Martins. O contrato para a aquisição do serviço foi assinado em julho de 2016 pelo primeiro-ministro, António Costa, na altura ministro da Administração Interna de José Sócrates.

O agora primeiro-ministro já veio classificar as falhas como inadmissíveis e já apresentou várias soluções técnicas para o sistema, como o recurso a redes hertzianas e a instalação de calhas nas estradas para reduzir a falta de segurança.



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