Fala inglês? Luxemburgo precisa de candidatos para 3 mil ofertas de emprego

O Luxemburgo está a ter dificuldades em encontrar candidatos com um excelente nível de inglês, tendo em conta que os profissionais existentes se especializaram mais em aprender francês do que inglês.

Stefan Wermuth/REUTERS

O Luxemburgo está à procura de candidatos para preencher as cerca de três mil ofertas de emprego que vão ser transferidos para o país, após a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Encontrar candidatos com um excelente nível de inglês está a ser uma das principais dificuldades dos recrutadores, tendo em conta que os profissionais existentes falam melhor francês do que inglês.

O grão-ducado está a ter dificuldades em encontrar candidatos com um nível excelente de inglês, tendo em conta que o tradicionalmente sempre atraiu mais trabalhadores da vizinha França e Bélgica, que dominam melhor o francês do que o inglês. “Há uma diferença crucial entre inglês fluente e inglês de língua materna”, afirmou à agência ‘Bloomberg’ Andrew Marshall, vice-presidente executivo da Cognito, uma empresa britânica especializada em serviços financeiros.

Jean-François Marliere, sócio-fundador da Marliere & Gerstlauer Executive Search, indica que o recrutamento de funcionários para os empregos que vão ser criados está a ser muito difícil. Jean-François Marliere conta que, em França, encontrou pessoas extremamente qualificadas, mas “o seu inglês, infelizmente, era basicamente inexistente”.

“Nós não estamos a contratar empregos de backoffice, mas trabalhadores para posições tecnológicas e técnicas que exigem um nível mais elevado de escolaridade e experiência”, afirma o fundador da Marliere & Gerstlauer.

O Luxemburgo foi um dos destinos preferidos das grandes empresas do setor financeiro, após ter sido acionado o artigo 50.º do Tratado Europeu, que deu início às negociações de saída do Reino Unido da UE. A gigante de seguros American International Group, a FM Global, a RSA Insurance Group, o JP Morgan Chase e a Lloyd’s foram algumas das seguradoras, empresas de investimento e bancos escolheram o país para seu o seu novo hub na União Europeia.




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