Facebook: Zuckerberg quer menos notícias falsas a circular

Mark Zuckerberg reconheceu vários "erros" cometidos no passado e confirmou que vai investir na oferta de informação verdadeira aos seus utilizadores para potenciar uma imprensa forte.

“Desinformação e até mesmo conteúdo enganoso”, escreveu o fundador do Facebook numa carta, onde admite que no passado a rede social cometeu alguns “erros”. Para combater este problema, Mark Zuckerberg comprometeu-se a investir mais para oferecer aos utilizadores informação verdadeira, principalmente depois da polémica sobre as eleições norte-americanas.

O Facebook tem sido duramente criticado pelo impacto que o seu algoritmo de informação – com a divulgação de notícias e conteúdos falsos polarizados – terá tido no resultado do sufrágio que elegeu Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, como noticia agência de notícias Efe.

O Facebook é a rede social mais popular do mundo. E, segundo Mark Zuckerberg, o Facebook já não está só num registo de encontro de amigos e familiares, mas já é visto como fonte de informação e discurso público que requer novas regras. O executivo destacou que as notícias falsas e os filtros de informação que reduzem a diversidade dos pontos de vista pelos utilizadores nas redes sociais foram “os problemas mais discutidos no ano passado”.

“A veracidade da informação é muito importante. Estamos conscientes de que há informação errada e inclusivamente conteúdo claramente enganoso no Facebook (…). No ano passado, a complexidade dos problemas que tivemos de abordar ultrapassou os processos existentes de governação da comunidade”, sublinhou.

A retirada da foto icónica da guerra do Vietname em que aparece uma criança nua ou os vídeos de denúncia de abusos policiais contra a população afro-americana, assim como a classificação mal feita de conteúdos políticos foram algumas das decisões mais criticadas pelos utilizadores do Facebook.

“Temos de mitigar os efeitos poderosos do sensacionalismo e da polarização que levam a uma perda do consenso”, disse.

O fundador da rede social adiantou que o Facebook vai investir mais no tratamento da oferta de informação verdadeira aos utilizadores, com uma amplitude maior de perspetivas, uma “pintura mais completa” com amplo espectro de opiniões, do que em censurar a desinformação.

A estratégia passa por cinco objetivos: fomentar a coesão social, contribuir para uma sociedade mais informada, fazer do mundo um lugar mais seguro, encorajar o compromisso cívico e político e criar uma rede mais inclusiva.

“O mais importante que podemos fazer no Facebook é desenvolver uma infraestrutura social que permita construir uma comunidade global que nos sirva a todos (…). O Facebook não tem todas as respostas, mas estou convencido de que podemos desempenhar um papel”, defendeu.

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