Existe “clima de auto-censura” na Autoridade Tributária, denuncia Paulo Ralha

Presidente do STI diz que a Lista VIP deixou marcas entre os trabalhadores do fisco que temem represálias.

Cristina Bernardo

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) , Paulo Ralha, assegura que existe um “clima de auto-censura” entre os trabalhadores da Autoridade Tributária.

As palavras de Paulo Ralha, esta quarta-feira, na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), sobre a fuga dos dez mil milhões de euros que escaparam ao radar do fisco, apontaram para uma “sequela da lista VIP”.

O representante do STI recuperou o tema da lista VIP, para advertir que atualmente nenhum inspetor “averigua os sinais exteriores de riqueza”, acrescentando que anteriormente “não só era vulgar como éramos incentivados” a detetar sinais de riqueza” e é “este procedimento que não está a acontecer”.

“Não é admissível para nós que se corte a possibilidade de fazerem processos de averiguação de sinais exteriores de riqueza logo que acedam ao cadastro de determinadas pessoas”, acrescentou Paulo Ralha.

O presidente do STI recordou ainda o processo disciplinar a um inspector do fisco por querer fiscalizar uma empresa do BES/GES.