Europa perde 1º lugar no pódio do investimento em fundos soberanos

Mais instabilidade política na Europa, menos investimento em fundos soberanos. A Universidade Bocconi, em Milão, concluiu que os investidores se viraram para os Estados Unidos da América e para Singapura.

A instabilidade política no continente europeu tem contribuído para uma queda acentuada no investimento em fundos de riqueza soberana. Pela primeira vez, no ano passado, a Europa não foi a região mundial com mais investimento em fundos de riqueza soberana, apurou uma análise da Universidade de Bocconi, divulgada pelo Financial Times esta quinta-feira.

A investigação refere que, só em 2016, o valor das transações europeias realizadas por investidores em riqueza soberana caiu para 7,2 mil milhões de dólares (cerca de 6,3 mil milhões de euros), menos de metade dos 16,2 mil milhões (perto de 6,3 mil milhões de euros) registados no ano anterior.

Uma das conclusões do estudo da universidade italiana é que a Singapura é a fonte de investimento mais ativa. Na Europa, o Reino Unido é o mercado mais apetecível para estes investidores estrangeiros, sendo que a sua entrada de investimento atingindo o valor mais baixo da década (2,85 mil milhões de dólares (aproximadamente 2,5 mil milhões de euros).

“O Brexit teve um impacto visível no investimento estrangeiro”, sublinhou o professor italiano Bernardo Bortolotti, diretor do Laboratório de Investimento de Fundos Soberanos ao jornal britânico. “Uma grande quantidade de dinheiro voou para Londres e isso agora está em declínio desde a votação para deixar a União Europeia”.

Assim, em que novos voos embarcaram estes montantes de dinheiro? De acordo com os especialistas de Bocconi, os aeroportos britânicos foram trocados pelos norte-americanos. Os fundos de riqueza soberana voltaram-se para os Estados Unidos da América e tornaram o país no mercado mais atrativo para os investidores do Estado em 2016, com 14,9 mil milhões (13,07 mil milhões de euros) em investimentos.



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