EUA garantem não deixar que Venezuela se torne uma ditadura

Donald Trump assinou, esta sexta-feira, uma ordem executiva na qual proíbe as "negociações em dívida nova e capital emitida pelo governo da Venezuela", nas primeiras sanções ao sistema financeiro venezuelano.

A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, afirmou, esta sexta-feira, que o seu país não permitirá o avanço da Venezuela para uma “ditadura” e não descartou novas sanções financeiras e diplomáticas contra o governo de Nicolás Maduro.

A declaração foi feita após o presidente Donald Trump assinar uma ordem executiva na qual proíbe as “negociações em dívida nova e capital emitida pelo governo da Venezuela e sua companhia de petróleo estatal”, nas primeiras sanções ao sistema financeiro venezuelano.

A medida proíbe também as “negociações com certos bónus existentes do setor público venezuelano, bem como pagamentos de dividendos ao governo da Venezuela”.

“Não vamos tolerar a ditadura que [Nicolas Maduro] está a tentar criar. E não vamos respeitar a sua farsa de Assembleia [Constituinte]”, disse Nikki aos jornalistas, pouco depois de Washington anunciar as novas sanções contra a Venezuela, afirmando que as medidas enviam “uma mensagem clara ao povo venezuelano e a Maduro”.

“Neste momento pareceu-nos, já que não estamos a ver nenhum progresso para ajudar o povo da Venezuela e vemos mais da tomada de poder que Maduro está a tentar, que as sanções eram uma opção para mandar uma mensagem”, disse.

A embaixadora declarou que para os EUA não restou “outra opção” a não ser usar as sanções para tentar chamar a atenção das autoridades venezuelanas, após meses advertindo sobre a situação no país. Ela disse que vai estudar se há alguma ação que possa empreender contra a Venezuela na ONU e que os Estados Unidos continuarão analisando novas medidas contra o país, em setores como o financeiro e o diplomático.

Os Estados Unidos convocaram em maio passado uma primeira reunião sobre a crise venezuelana no Conselho de Segurança da ONU, mas vários membros rejeitaram manter o assunto de forma permanente na agenda, ao considerar que essa não era uma ameaça para a paz e a segurança internacional.





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