Estados Unidos também foram apanhados nas malhas do FMI

A instituição liderada por Christine Lagarde alerta para a insustentabilidade da dívida e para o risco de inflação mais alta do que o esperado. Trump tem parte da culpa, diz o FMI.

Estados Unidos da América

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou esta quinta-feira para a “dinâmica insustentável em alta” da dívida pública dos Estados Unidos e sobre “um surpreendente maior risco de inflação”, devido ao enorme estímulo fiscal promovido pelo presidente Donald Trump.

“O efeito combinado das políticas de impostos com os gastos do governo federal fará com que o défice exceda 4,5% do produto interno bruto (PIB) em 2019. Isso é quase o dobro de há três anos”, disse a organização no relatório de revisão anual da economia dos Estados Unidos, conhecido como ‘artigo IV’.

A esse respeito, ressalta o documento, “o aumento do défice federal exercerá uma dinâmica vertical insustentável no rácio da dívida pública e do PIB (…) que continuará a subir para exceder 90% do PIB em 2024”.

Da mesma forma, a instituição liderada por Christine Lagarde acrescentou que o estímulo fiscal planeado, com cortes de impostos acentuados para as empresas e, em menor grau, para os trabalhadores, “aumenta o risco de um aumento da inflação maior que o esperado”,e pede à Federal Reserve para realizar um ajuste monetário mais rápido do que o previsto”.

“Potencialmente criando volatilidade e interrupção nos mercados financeiros dos Estados Unidos (…) o que poderia precipitar um retorno dos fluxos de capital, particularmente nos mercados emergentes”, diz o relatório.

O FMI manteve as projeções de crescimento de abril para os Estados Unidos, de 2,9% para este ano e de 2,7% para o próximo, enquanto eleva a inflação para 2,8% e 2,4%, respetivamente.






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