Estados Unidos planeiam enviar três mil soldados para o Afeganistão

Funcionários americanos afirmam que o envio de mais tropas tem como objetivo devolver à mesa de negociação os talibãs, "cada vez mais seguros" e combativos.

Jim Lo Scalzo/REUTERS

Os assessores militares e de política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estão a estudar uma nova estratégia para o Afeganistão que inclui o envio de três mil soldados, informou esta terça-feira o jornal The Washington Post.

O novo plano, que ainda precisa da aprovação do presidente, pede a expansão do papel militar dos EUA como parte de um esforço mais amplo para empurrar um talibã cada vez mais confiante e ressurgente de volta à mesa de negociações, disseram autoridades dos EUA.

De acordo com funcionários americanos consultados pelo jornal, o novo plano que estipula o envio de mais tropas ainda precisa da aprovação do chefe de Estado e inclui ainda a expansão do papel militar dos Estados Unidos. Além disso, tem como objetivo trazer os talibãs “cada vez mais confiantes e ressurgentes” de volta à mesa de negociações.

Se Donald Trump der luz verde à inteção das autoridades militares americanas, o número de soldados aumentá de 8,4 mil para 11,4 mil e seriam a partir de agora os militares do Pentágono – e não a Casa Branca – os responsáveis por retirar ou enviar novos militares.

Segundo o diário americano, a nova estratégia foi idealizada pelo tenente-general H.R. McMaster, assessor de Segurança Nacional do presidente. Os Estados Unidos tinham 100 mil soldados no Afeganistão durante a presidência de Barack Obama, quando, em 2011, no vizinho Paquistão, foi morto o líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden.

Os que se opõem a esta nova estratégia intervencionista argumentam que, mesmo assim, nem sequer Barack Obama atingiu concessões militares dos talibãs. O novo presidente americano chegou na Casa Branca com a promessa de reduzir o intervencionismo militar dos Estados Unidos no exterior, mas também de combater o terrorismo.

No mês passado, utilizou pela primeira vez a “Mãe de Todas as Bombas“, a maior bomba não nuclear um gigantesco míssil de dez toneladas, para destruir um complexo sistema de túneis do Estado Islâmico no Afeganistão.

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