“Estados têm obrigação de tentar contrariar um atentado”, diz ministra da Justiça

Francisca Van Dunem reconhece que o terrorismo trouxe uma era de quase "guerra de guerrilha", em que as "as coisas acontecem, inesperadamente", em qualquer lugar.

“Não há nenhuma razão para ficarmos preocupados com a ideia de que há hoje uma ameaça superior. Basicamente, há uma grande concertação ao nível dos serviços e das forças de segurança. E obviamente que não se pode excluir que existem riscos”, disse a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, citada pela Lusa.

Van Dunem falou aos jornalistas sobre o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) que, de acordo com o Diário de Notícias e Expresso, indicam um agravamento de alguns factores de risco de ameaça terrorista em Portugal.

Embora recusasse comentar as conclusões do RASI 2016, porque o documento ainda não foi entregue no parlamento, a ministra desdramatizou a situação. “Há uma monitorização permanente que é feita no quadro do sistema de segurança interna”, disse a ministra.

“Em qualquer lugar pode acontecer, inesperadamente, um atentado. Se é verdade que é assim, que há estruturas terroristas que se preparam e organizam no sentido de utilizar o fator surpresa, os Estados têm, por seu lado – têm obrigação de ter -, todo um arsenal que lhes permite, no mínimo, tentar contrariar essa surpresa e eliminar os riscos”, observou Francisca Van Dunem.

 

 

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