Esporão Colheita Tinto 2015: a autenticidade de ser biológico

É o primeiro vinho feito pela herdade alentejana apenas com recurso a meios de produção biológica. Quem o produz diz que assim se protege a autenticidade das uvas.

O Esporão Colheita Tinto 2015 é o primeiro resultado de um trajeto de nove anos no desenvolvimento, teste e concretização de métodos de agricultura biológica em toda a área em produção, nos sete diferentes solos da herdade alentejana.

O resultado de todo este esforço é ter “frutos mais saudáveis e, consequentemente, melhores vinhos, com um carácter mais directo e irreverente, preservando a natureza e garantindo o futuro”. Diz o próprio José Roquette, que iniciou o projeto da Herdade do Esporão em 1973, que acredita que a cultura biológica fará vinhos melhores, com maior qualidade.

Podemos verificar isto mesmo, agora, com este Esporão Colheita Tinto 2015, um vinho límpido, de cor ruby concentrada, feito com as primeiras uvas certificadas em modo de produção biológico, de vinhas com 10 anos de idade, exclusivamente cultivadas na Herdade do Esporão, em solos graníticos e xistosos.

Os cachos foram colhidos manualmente, as uvas separadas por castas – touriga franca e cabernet sauvignon –, em pequenas caixas, seguindo depois para a pisa a pé, em lagares, num ambiente com temperaturas controladas, entre 22 e 25 graus centígrados, onde se inicia o processo de fermentação, que finaliza, depois, em tulipas de betão, porque tem uma condições de micro oxigenação únicas e “respeita as características do vinho”. A maturação aconteceu nas mesmas cubas de betão durante 6 meses.

Diz a enóloga Sandra Alves que os processos usados na adega são muito importantes para garantir a autenticidade das uvas, que são vibrantes, vermelhas, com densidade, uma boa acidez e tanino vivo.

O inverno muito seco e as temperaturas acima da média na primavera e no verão determinaram o início antecipado da vindima. Dizem os enólogos que, “apesar das temperaturas elevadas, não houve calores extremos, e durante a vindima o tempo manteve-se seco proporcionando uma qualidade notável das uvas, que se traduziu em vinhos de aromas frutados, intensos e persistentes”. As notas que se sentem são de fruta vermelha fresca, onde predomina a ameixa e o mirtilo, envoltas em notas vegetais.

Sandra Alves diz que este vinho tem um perfil elegante, como a própria herdade. Roquette diz que é “mais autêntico”.



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