ERSE propõe descida de 1,1% nas tarifas de gás para as famílias

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos propôs também uma descida dos preços do gás natural para o ano de 2017-2018, na ordem dos 1,3%, para a pequena indústria e de 2,4% para a indústria.

As tarifas de gás natural vão descer pelo terceiro ano consecutivo, a partir de 1 de julho. O regulador propõe uma descida de 1,1% para os consumidores domésticos e serviços a partir de 1 de julho.

Para uma família de quatro pessoas (casal com filhos), a descida vai ser de 28 cêntimos por mês para uma factura média de cerca de 24 euros.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) propôs uma descida dos preços do gás natural para o ano de 2017-2018 também, na ordem dos 1,3%, para a pequena indústria e de 2,4% para a indústria (onde 83% já optou pelo mercado liberalizado), divulgou o regulador esta segunda-feira.

Esta descida destina-se apenas a cerca de 300 mil consumidores que ainda se encontram no mercado regulado (dos quais 240 mil são famílias), do total de 1,4 milhões de consumidores de gás natural em Portugal. Mas segundo a ERSE também deverão ter reflexos nos preços cobrados aos clientes que já estão no mercado liberalizado (1,1 milhões).

A tarifa social para os consumidores economicamente vulneráveis de gás natural prevê um desconto de 31,2%.

O conselho tarifário da ERSE tem até 15 de maio para emitir o seu parecer sobre as tarifas propostas. O conselho de administração da ERSE tem depois, com base nesse parecer de tomar a decisão final sobre as tarifas para entrarem em vigor a partir de 1 de julho deste ano.

Para o corte de tarifas contribuíram vários fatores como o aumento do consumo de gás natural provocado pela maior utilização das centrais de ciclo combinado para produção de electricidade.

Mas também outros fatores como a afetação da Contribuição Extraordinária sobre o Sector Energético (CESE) aos custos do sistema nacional de gás natural, permitindo baixar os encargos dos consumidores.

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