Energias renováveis asseguraram 49 % da produção nacional nos dois primeiros meses de 2018

Relatório da APREN indica que "até ao final de fevereiro a eletricidade de origem em fontes renováveis foi equivalente a perto de metade da produção elétrica de Portugal Continental. No mesmo período, o consumo elétrico registou um aumento de 5,4 %, em comparação com o mês homólogo de 2017".

De acordo com o mais recente boletim da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), “até ao final de fevereiro a eletricidade de origem em fontes renováveis foi equivalente a perto de metade da produção elétrica de Portugal Continental. No mesmo período, o consumo elétrico registou um aumento de 5,4 %, em comparação com o mês homólogo de 2017. Adicionalmente, o preço do mercado ‘spot’ diário de eletricidade nos dois primeiros meses do ano foi de 53,2 €/MWh, um aumento face a meses anteriores, para o qual terá contribuído a maior percentagem de produção elétrica a carvão e gás natural”.

“As fontes de energias renováveis (FER) contribuíram com 49 % (4.574 GWh) da produção elétrica de Portugal Continental (9.321 GWh). Este é um registo baixo para a época do ano devido a condições adversas de produtibilidade hidroelétrica. De facto, o índice de produtibilidade hidroelétrica nos primeiros dois meses do ano foi de apenas 0,39. Por seu lado, o índice de eolicidade acumulado situou-se na média, 1,00. No ‘mix’ de produção do período em análise, o maior contributo proveio das centrais eólicas que pesaram 26,9 %”, salienta o relatório.

“Em fevereiro de 2018 verificou-se um equilíbrio entre as fontes fósseis e renováveis, no abastecimento das necessidades elétricas nacionais. No mês findo, é ainda de destacar um aumento do consumo elétrico nacional, em relação ao mês homólogo de 2017, de 5,4 % (1,6 % ao efetuar-se a correção dos dias úteis e da temperatura). Outro facto relevante foi a obtenção de um saldo importador de eletricidade de 40 GWh”, acrescenta.






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