Endividamento privado inverteu tendência e voltou a aumentar em outubro

O Banco de Portugal publicou esta quinta-feira as estatísticas do endividamento do setor não financeiro relativas a outubro e do financiamento das administrações públicas.

O endividamento das empresas privadas e das famílias (setor privado não financeiro) inverteu, em outubro, a tendência descendente que estava a registar desde setembro, ao apresentar o valor mais recente de 406,5 mil milhões de euros (212% do PIB).

A dívida das empresas privadas e das famílias tinha registado mínimos de 2007 em setembro, quando assinalou 403,9 mil milhões de euros.

“A subida do endividamento do setor privado deveu-se, sobretudo, ao acréscimo do endividamento externo das empresas privadas. Este acréscimo foi parcialmente compensado pela redução do endividamento das empresas privadas e dos particulares perante o setor financeiro residente”, refere o BdP.

Globalmente, o endividamento do setor não financeiro da economia foi em outubro de 720,8 mil milhões de euros, registando uma diminuição de 310 milhões de euros, face ao mês precedente.

Desse montante global, 314,3 mil milhões dizem respeito às empresas do Estado e 406,5 mil milhões às empresas privadas. A queda apresentada em outubro foi motivada pela diminuição de 2,9 mil milhões de euros verificado no endividamento do setor público – por ter havido menos financiamento concedido pelo exterior – e ao aumento de 2,6 mil milhões de euros observado no endividamento das firmas privadas.

Desde o início do ano até outubro, o financiamento das administrações públicas foi de 2,8 mil milhões de euros, valor inferior aos 5,5 mil milhões de euros registados em igual período de 2016. As administrações públicas financiaram-se junto dos bancos em 6,5 mil milhões de euros e de outros residentes em 4,3 mil milhões de euros

Já o financiamento das administrações públicas no exterior situou-se em -8,1 mil milhões de euros, refletindo essencialmente reembolsos antecipados de empréstimos do Fundo Monetário Internacional no montante de 6,3 mil milhões de euros, segundo a entidade liderada por Carlos Carlos.




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