Empresas não estão prontas a cumprir requisitos da proteção de dados

Situação em Portugal está em linha com as conclusões retiradas para a Europa.

Estudo global da EY revela que as empresas ainda não estão preparadas para cumprir com os requisitos de proteção e privacidade de dados.

  •  78% considera a conformidade em matéria de proteção dos dados e privacidade da informação uma preocupação crescente. No entanto, apenas 33% dos inquiridos tem um plano em curso para endereçar o tema, mas a nível da Europa sobe para 60% com a RGPD
  • A adoção cada vez maior de tecnologia de Análise Forense de Dados (AFD) avançada, incluindo Robótica (RPA) e Inteligênca Artificial (IA), evoluirá de forma considerável nos próximos 12 meses

As questões regulatórias estão no topo da lista de prioridades, com 78% a expressar uma preocupação crescente relativa à conformidade com a proteção de dados e a privacidade da informação. Esta é uma das conclusões do 3º estudo de Forensic Data Analytics (FDA) Survey da EY de 2018, que analisou as respostas de 745 executivos de 19 países, analisando os riscos legais, de conformidade e de fraude que as empresas enfrentam e o uso de AFD para os gerir.

A menos de 4 meses para a entrada em vigor do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), a 25 de maio deste ano, 60% das empresas europeias indica que tem um plano de conformidade em curso, mas há ainda muito por fazer noutros mercados, com regulamentações semelhantes, em que um número menor indicou estar pronto para cumprir o regulamento, incluindo África e Médio Oriente (27%), Américas (13%) e Ásia-Pacífico (12%).
Estamos em crer, com base na nossa experiência a apoiar diferentes clientes, quer na avaliação sobre o grau de cumprimento do RGPD, quer nos respectivos planos de remediação, que a situação em Portugal está em linha com as conclusões retiradas para a Europa. Muito por força das elevadas penalidades que estão previstas, mas também por uma preocupação crescente com os temas de segurança de dados, alvo crescente de ciber-ataques, com todo o risco reputacional e operacional que isso acarreta.

Crescente adoção da AFD para gerir os riscos

De acordo com o estudo, os inquiridos expressaram uma forte convicção acerca do valor da AFD e dos seus benefícios, por exemplo, na ajuda a gerir o risco: 81% dos executivos considera o AFD eficaz ou muito eficaz em investigações internas e 76% considera que o AFD reduz significativamente o risco de branqueamento de capitais.

Algo que é evidenciado pelo crescimento do investimento médio anual em 51%, face a 2016. As empresas desenvolveram de forma significativa, com 14% dos inquiridos a afirmar que já está a usar RPA para gerir os riscos em matéria jurídica, de conformidade e de fraude. Além disso, 39% diz mesmo que irá provavelmente adotar a RPA dentro dos próximos 12 meses, seguida pela IA com 38%.

Investir em pessoas e competências é chave para desbloquear todo o potencial AFD

Em termos gerais, o relatório destaca o aumento da utilização em AFD, mas alerta para a necessidade de um maior investimento em recursos qualificados. Entre os inquiridos, apenas 13% sente que a sua organização tem as competências técnicas adequadas em AFD e apenas 12% acredita que tem as qualificações certas.




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