Emprego nos serviços subiu em dezembro e foi melhor remunerado

Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços, no conjunto do ano de 2017, registaram taxas de variação médias de 3,8%, 4,0 % e 3,3%, respetivamente, o que compara com uma variação de 1,6%, 2,2% e -0,3% em 2016, ou seja muito inferior à verificada em 2017.

O emprego sobe, é mais remunerado e trabalharam-se mais horas em dezembro de 2017.

O índice de emprego nos serviços apresentou uma variação homóloga de 4,0% em dezembro (4,4% no mês anterior), revelou hoje o INE.

A variação mensal do índice de emprego passou de -0,7% em novembro para -0,9% no mês seguinte. Nos mesmos meses de 2016, estas variações situaram-se, respetivamente, em -0,9% e -0,5%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses foi de 3,8% (1,6% em 2016).

Por outro lado o índice de remunerações também subiu. Em termos homólogos, o índice de remunerações efetivamente pagas cresceu 4,9% em dezembro, ainda assim menos 0,5 pontos percentuais que no mês anterior de novembro.

O número de horas trabalhadas também aumentou. O índice de volume de trabalho, medido pelo número de horas trabalhadas ajustado de efeitos de calendário, registou um crescimento homólogo de 4,7% (4,8% em novembro).

A variação mensal do índice foi -3,4% em dezembro, taxa 0,1 p.p. inferior à observada no mesmo mês do ano anterior. A variação média do índice de horas trabalhadas
foi 3,4% em 2017 (0,5% em 2016), revela o INE.

Isto é, os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços apresentaram, em dezembro de 2017, variações homólogas de 4,0%, 4,9% e 0,8%, respetivamente, o que compara com 4,4%, 5,4% e 4,8% registados no mês anterior.

No conjunto do ano de 2017, estes três índices registaram taxas de variação médias de 3,8%, 4,0 % e 3,3%, respetivamente, o que compara com uma variação de 1,6%, 2,2% e -0,3% em 2016, ou seja muito inferior à verificada em 2017.

Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços (em valor absoluto) registaram, em dezembro de 2017, valores de 95,3 pontos, 109,0 pontos e 87,0 pontos, respectivamente, o que compara com 96,1 pontos, 109,7 pontos e 95,2 pontos, respectivamente, registados no mês anterior.

Emprego no setor da Construção

Em 2017, o Índice de Emprego na Construção cresceu 2,1% (o que compara com uma queda no ano anterior: -4,0% em 2016), adianta ainda o INE. Este indicador dá a noção do crescimento da atividade de construção de imóveis.

Em dezembro de 2017, os Índices de Emprego e Remunerações na Construção apresentaram variações homólogas de 2,4% e 2,0%, respetivamente. No mês de novembro de 2017, as variações homólogas respectivas tinham sido de 2,3% e 4,2%.

Em 2017, a taxa de variação foi de 2,1% no Índice de Emprego e de 1,9% no Índice de Remunerações (-4,0% e -4,8% em 2016, respectivamente).

O Índice de Emprego na Construção (em valor absoluto) registou, em dezembro de 2017, um valor de 98,8 pontos, diminuindo 0,4 pontos relativamente ao mês precedente (99,2 pontos). O Índice de Remunerações na Construção (em valor absoluto) apresentou um valor de 111,8 pontos em dezembro de 2017, aumentando 1,6 pontos em relação ao mês anterior (110,2 pontos).

Produção na Construção

No ano de 2017, a produção cresceu 2,2% (quando houve até uma diminuição, de 3,9%, em 2016).

 

Em dezembro de 2017, o Índice de Produção na Construção (média móvel de três meses (mm3m), corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga de 2,7%, superior em 0,2 p.p. ao valor verificado no mês anterior (2,5%).

Esta evolução foi determinada pelo segmento da Engenharia Civil que passou de uma variação homóloga de 4,6% em novembro para 5,3% em dezembro, mais que compensando a ligeira desaceleração (-0,1 p.p.) do índice de Construção de Edifícios que presentou uma variação homóloga de 1,0% em dezembro.

O Índice de Produção na Construção (em valor absoluto), corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou um valor de 100,1 pontos em dezembro de 2017, aumentando 2,3 pontos em relação ao mês precedente (97,8 pontos em novembro de 2017).

Na componente Construção de Edifícios, o índice aumentou de 97,8 pontos em novembro para 100,6 em dezembro de 2017, e na componente Engenharia Civil o índice aumentou de 97,9 pontos em novembro para 99,5 pontos em dezembro de 2017.

 




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