Emprego na construção civil cresce 8%

A Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (Fepicop) defende que evolução do emprego até Junho para 310 mil trabalhadores confirma o cenário de recuperação do setor da construção.

Reuters

Os últimos resultados do Inquérito ao Emprego mostram que o número de trabalhadores do setor cresceu 8% até junho, para quase 310 mil trabalhadores (287 mil trabalhadores há um ano atrás). Uma evolução que confirma o cenário de recuperação do sector, defende a análise de conjuntura de agosto da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (Fepicop).

“Esta evolução revelou-se mais intensa do que a do total do emprego, mais 3,3%, levando a que o peso do emprego do setor no total recuperasse para 6,6% (6,3% no período homólogo)”, avança a Fepicop.

Segundo a análise de conjuntura desta Federação sectorial, os resultados do inquérito ao emprego referentes ao primeiro semestre de 2017 revelaram-se “bastante favoráveis”, com a população empregada total a ultrapassar os 4,7 milhões de pessoas e a taxa de desemprego a baixar para os 9,5%. Um patamar, frisa a Fepicop, que “é o primeiro valor inferior a 10% alcançado desde o início de 2011 (correspondendo a 492,7 mil desempregados)”.

A federação liderada por Ricardo pedrosa Gomes destaca ainda outros indicadores que apontam para um crescimento da atividade da construção, como é o caso do consumo de cimento, que aumentou 15% até julho, em linha com o Índice de Produção da Construção, calculado pelo INE, e que apontava para um crescimento de 1,8% até julho, em termos homólogos, após seis anos consecutivos de quebras.

A análise sectorial dá ainda conta que a justificar o aumento da atividade dos vários segmentos do setor, observou-se, nos meses mais recentes, “um forte dinamismo” tanto no mercado imobiliário, particularmente o residencial, como no mercado das obras públicas. Em causa estáe um crescimento de 26%, até junho, no número de fogos novos licenciados, com perto de sete mil fogos em termos acumulados nos primeiros seis meses do ano, de acordo com os dados disponibilizados pelo INE.

A Fepicop realça também que a evolução observada no mercado das obras públicas tem sido ainda “mais intensa”, com aumentos de 84% e 88%, respetivamente, no valor dos concursos públicos promovidos e valor dos contratos celebrados, até julho de 2017 e face ao mesmo período do ano anterior.

“A análise da evolução do mercado das obras públicas ao longo dos primeiros meses de 2017 permite mesmo afirmar que a forte expansão do valor contratado correspondeu a um maior número de contratos celebrados, com mais empresas de construção a realizar obras e que estas, em termos médios, são de montante mais elevado do que em igual período de 2016. Também o forte acréscimo do montante de concursos promovidos correspondeu a um maior número de procedimentos lançados do que em 2016 (mais 69%) e de valor superior, em termos médios”, conclui.




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