Efeitos cambiais afetaram faturação da Secil no primeiro trimestre

O impacto negativo da desvalorização cambial face ao euro das moedas dos diferentes países onde a Secil atua, com um impacto negativo de cerca de 11 milhões de euros, explica a queda do volume de negócios.

A Secil encerrou o primeiro trimestre de 2018 com uma faturação de 118,3 milhões de euros, 2,5% abaixo do montante conseguido no período homólogo do ano passado.

A cimenteira de Pedro Queiroz Pereira explica esta redução de 3,1 milhões de euros no volume de negócios com o “impacto negativo da desvalorização cambial face ao euro das moedas dos diferentes países onde a Secil atua, com um impacto negativo de cerca de 11 milhões de euros”.

Por seu turno, o EBITDA da Secil nos primeiros três meses deste ano foi de 17,8 milhões de euros, tendo decrescido cerca de 943 mil euros face ao primeiro trimestre do ano passado.

Também neste indicador houve impacto negativo decorrente da desvalorização cambial, de cerca de 2,3 milhões de euros.

Os resultados financeiros líquidos da Secil foram negativos em 9,2 milhões de euros, traduzindo uma ligeira melhoria em comparação com 9,5 milhões de euros negativos no primeiro trimestre de 2017.

“Retirando o efeito das diferenças de câmbio, estes resultados seriam de -5,8 milhões de euros, melhores que no período homólogo, devido essencialmente à menor dívida utilizada no Brasil e à redução das taxas de juro no Brasil”, explica o comunicado sobre os resultados referentes ao primeiro trimestre enviado hoje pela Semapa, ‘holding que controla a Secil, à CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Mesmo assim, o volume de negócios da Secil em portugal cresceu 8,1% no período em análise, para 65,6 milhões de euros.

Ao invés, nos mercados externos, as faturações das participadas da Secil estiveram em sentido descendente: -16,2% no Líbano, para 18,3 milhões de euros; -19,4% no Brasil, para 18 milhões de euros; e -13,4% na Tunísia, para 11,1 milhões de euros.

Apenas nos outros mercados em que a Secil está presente, com destaque para Angola, houve um comportamento positivo na faturação, com uma subida de cerca de 43%, de 3,7 para 5,3 milhões de euros.






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