EDP e Galp tiram energia à bolsa, PSI20 fecha a cair 0,43%

A bolsa portuguesa fechou em leve queda, com o índice de referência nacional PSI20 a cair 0,43% para 5.453 pontos, apesar dos ganhos dos 'pesos pesados' Jerónimo Martins e Millennium bcp.

Reuters

A pressionar o índice benchmark da bolsa portuguesa, que acompanhou a tendência das pares europeias, estiveram as descidas da Galp, da EDP e da Pharol, que perderam 0,79%, 0,6% e 3,67%,  respetivamente.

“A Galp perdeu 0,79%, um movimento que replicou a performance do preço do petróleo nos mercados internacionais”, referiram os analistas do BPI Investimento, numa nota hoje divulgada, numa altura em que o barril de Brent, que serve de referência para o mercado português, desvaloriza 1,31% para 71,63 dólares.

Já a Pharol liderou as perdas da bolsa nacional, ao cair 3,67%, para 0,189  euros. A cotada está a ser pressionada pela confirmação de que os credores da empresa de telecomunicações brasileira Oi, da qual a Pharol é a principal acionista, podem ficar com 72,12% do capital da empresa. Quer isto dizer que os atuais acionistas, como é o caso da Pharol, podem ver as suas posições na empresa dramaticamente reduzidas.

Pela positiva destacaram-se a Jerónimo Martins e o BCP, que valorizaram 0,6% e 0,39% para 14,34 euros e 0,2811 euros, respetivamente.

As principais bolsas europeias fecharam também no ‘vermelho’. O índice alemão DAX perdeu 0,35%, o espanhol IBEX 35 caiu 0,11%, o francês CAC 40 caiu 0,04% e o londrino FTSE perdeu 0,91%.

“Os mercados europeus mantiveram-se pressionados na sessão deste primeiro dia da semana, perante o exacerbar das tensões geopolíticas com o rescaldo da operação militar na Síria conduzida pelos EUA e alguns dos seus aliados. Depois de na semana passada as trocas de mensagens entre o Presidente norte-americano e a China terem proporcionado uma volatilidade no sentimento dos investidores, hoje, o presidente Donald Trump voltou a enviar um tweet a criticar a China e a Rússia, acusando os dois países de desvalorizarem artificialmente as suas moedas, como arma na guerra comercial”, referiram os analistas do BPI.






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