Economia do euro acelera menos que o esperado, mas mantém recuperação

PMI da zona euro foi revisto em baixa face à estimativa do final do mês passado, mas a economia da moeda única continua a crescer para máximos de 71 meses.

Os setores dos serviços e da indústria na zona euro aceleraram em março, mantendo a tendência de recuperação da economia, de acordo com o índice PMI divulgado esta quarta-feira. O valor final do índice, que mede a atividade industrial e de serviços nos países da moeda única, subiu em março para 56,4 pontos, o que significa uma revisão em baixa face à estimativa publicada há duas semanas e que indicava uma subida para 56,7 pontos.

O PMI de março é o mais alto em 71 meses e compara com os 56 pontos registados em fevereiro. “A expansão registada pelos números finais do PMI não foi exatamente o crescimento que a publicação flash sinalizava, mas ainda assim mostra uma taxa de crescimento económico impressionante”, referiu o economista-chefe da IHS Markit, Chris Williamson.

“Os últimos números fecham o trimestre mais forte desde a primavera de 2011 e são consistentes com o crescimento do PIB da zona euro em 0,6% nos primeiros três meses de 2017”, acrescentou. No índice, destaca-se o crescimento económico da Alemanha e de França, as duas maiores economias do continente.

Os dados finais confirmaram a estimativa de que os serviços e a indústria aceleraram na Alemanha para o nível mais alto desde maio de 2011, levando à criação de emprego mais alta dos últimos seis anos. No caso de França, o crescimento económico ultrapassou o da a Alemanha, uma retoma justificada pela aceleração do setor dos serviços.

No que diz respeito ao emprego, o índice revela o melhor crescimento em quase uma década, tanto nas empresas de manufacturação como no setor de serviços. Os dados “são muito bem-vindos numa região que ainda sofre um desemprego próximo dos dois dígitos”, explicou Chris Williamson.

“As pressões sobre os preços continuam elevadas e parece provável que se alimentem de preços no consumo mais altos nos próximos meses, mas parece provável que o Banco Central Europeu mantenha a sua política acomodatícia até pelo menos ao final deste ano”, acrescentou sobre a inflação.





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